10.6.06
Um dos carros de combate do Exército avariou, esta manhã, durante o desfile militar das comemorações do Dia de Portugal, no Porto. (Presságio ou partida?)
"O país tem feito um grande esforço financeiro para reequipar as Forças Armadas, tal como elas precisam, mas é óbvio que nem tudo está feito", acrescentou José Sócrates. (Olhe que nem se dá por isso!)
Os M60 A3 foram cedidos pelos Estados Unidos há cerca de dez anos, equacionando-se agora a sua substituição por carros Leopard 1 A-5, de origem holandesa. Também em segunda mão, mas em melhor estado. (Nota importante! Mas em melhor estado! Não esquecer!)
News.com.au 10-06-06
...Brigadier Slater...
...All say (the rebel groups), they remain loyal to President Xanana Gusmao and will disarm when he asks.
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ABC NEWS ON LINE
The commander of the Australian-led peacekeeping force in East Timor says he is prepared to disarm and contain rebel soldiers if authorities ask him to do so.
Asked if the peacekeepers were prepared to step in, disarm rebel soldiers and contain them to prevent violence from escalating further, Brigadier Michael Slater said: "We have the military capacity to do that when the time is right"....
..."If anyone acts independently... but does something that doesn't seem acceptable to all parties, then we run the risk of creating more turmoil than what we have already seen."...
...Brig Slater says peacekeepers are engaging the rebels in talks and are in constant communication to prevent violence from rising further.
"We've got people up in the hills in a number of areas," he said.
"We have direct contact with each of [the rebel leaders]."
30-05-06 Aust commander rejects E Timor humanitarian crisis claim
World Vision chief Tim Costello... He also says there is a risk of starvation.
Brigadier Slater... "I cannot agree with anything that I heard Tim Costello say and he and I sat down yesterday and had a lengthy discussion," he told Channel 9. (para esclarecimento?)
28-05-06 Troops will disarm all Timorese: commander
Brigadier Slater says it is not difficult for the troops to persuade militia members to give up their weapons.
"They want to do this, they want to resolve the problems that they've got," he said.
25-05-06 ABC
...Australia withdrew its last troops in June 2005, saying it had left the country in the hands of a "competent" East Timorese force. ...
..Ramos-Horta said ... "One implication of requesting foreign assistance is our own acknowledgement of our inability to lead the people in a wise and efficient manner."
..."My Government has to accept responsibility for failing to address these problems when they arose two, three years ago," he said. ...
...And the East Timorese people, Dr Ramos Horta says, have faith the Government will restore order.
"The message that we've had ... is that these rebels, as they describe them, rebel members or former members of the Defence Force welcome the intervention by Australia or by the international community," Mr Downer said.
"The East Timorese have set up a commission to investigate these grievances and what's happened. (Então mas isto não era já sabido?)
Aust to send troops to E Timor. 24-05-06
Shootings between a group of rebel military policemen led by an Australian-trained major and loyal government troops killed at least one person and wounded six in East Timor on Tuesday
Navy on stand-by for E Timor deployment 12-05-06
Earlier this week, Foreign Affairs Minister Alexander Downer said the situation in East Timor remained unstable after riots by rebel soldiers.
Opposition Leader Kim Beazley says it is sensible to send two warships to Australia's north.
"This is our area, it's our back door, it's a difficult back door, it's not getting any easier...
Austrália entrega à ONU justiça e polícia de Timor
A Austrália entende que o Estado timorense falhou e que as autoridades de Díli não estão em condições de recuperar o controlo do país. Pelo que deveria ser a ONU a liderar o processo de reconciliação, ajudando a credibilizar as principais funções do Estado, de forma a poderem ser convocadas eleições para Maio do próximo ano.
O que pressupõe, entre outros aspectos, que a polícia timorense pudesse ser comandada por um oficial estrangeiro, à semelhança do que sucederia com o aparelho judiciário do país. Mesmo que fosse necessário recorrer à nomeação de juízes, procuradores, defensores públicos e até oficiais de justiça internacionais.
Já quanto à estabilização, Camberra entende que as forças envolvidas nesse esforço deveriam manter-se sob comando e controlo do contingente internacional, recusando o chapéu da ONU.
É isto que resulta de um documento confidencial australiano a que o DN teve acesso - East Timor: A Future UN Mission - e que deverá servir como documento-guia para Camberra no âmbito da definição de uma nova missão da ONU para Timor-Leste.
Esse debate deverá começar na próxima terça-feira, quando o Conselho de Segurança se reunir, em Nova Iorque, para apreciar as recomendações que o secretário-geral da ONU se prepara para fazer. Sendo certo que Kofi Annan irá basear as suas opiniões no relatório que Ian Martin - o seu enviado especial a Timor-Leste - lhe fará chegar.
Isto, independentemente das consultas que vier a fazer a países como Portugal, Austrália, Malásia e Nova Zelândia (que responderam ao apelo de Díli, enviando contingentes militares e policiais), além dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Sobretudo os EUA, sobre os quais recairá grande parte dos custos de uma eventual nova missão.
É neste quadro que surge o documento australiano, que terá sido entregue às autoridades timorenses no decurso da visita que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Alexander Downer, fez recentemente a Díli.
Um exercício que tem tanto de diplomacia como de realismo, já que as autoridades de Díli terão sempre uma palavra a dizer sobre o grau de intervenção da ONU. Salvo uma situação extrema em que os principais responsáveis do país (Presidente da República, Governo e Parlamento) não se entendessem entre si.
No documento a que o DN teve acesso, a Austrália resume o essencial das suas posições a três prioridades, que, no entender de Camberra, deveriam nortear a nova missão da ONU: reconciliação política e comunitária, sistema de justiça e estrutura governativa.
No que respeita à reconciliação política, Camberra defende, por exemplo, que a nova missão deveria prever um esforço especial no domínio das relações intertimorenses, insistindo na necessidade de serem investigados os distúrbios que ocorreram em Díli, no final de Abril, e as queixas que provocaram "deserções em massa" nas forças armadas.
Por sinal, duas das principais reivindicações dos majores Alfredo Reinado, Marcos Tilman e Alves Tara e dos "peticionários" liderados pelo tenente Salsinha, que passaram a insistir também na demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri.
Quanto às Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), comandadas por Taur Matan Ruak, só há uma referência: a que prevê a hipótese de a nova polícia poder ser formada com aquilo que resta das forças armadas e de uma estrutura policial que, segundo os australianos, entrou e em colapso. O que parece ser verdade em Díli e Ermera, mas não no resto do país.
“...Hoje, ao lado dos combatentes, Teixeira Pinto vai homenagear os soldados portugueses, mas também "os combatentes do outro lado": "Cada um fez aquilo que julgava ser o seu dever num determinado momento", diz.”
E eu digo; FODA-SE !
Não ponho em causa aquilo em que cada um acreditava, valentia, justeza ou suas ausências, etc, etc, mas no dia de Portugal?
Resumindo porque isto não tem assunto... FODA-SE !
9.6.06
O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, espera que o mundial de futebol, que hoje começa, tenha efeitos positivos no espírito dos portugueses, enquanto Santos Silva, titular dos Assuntos Parlamentares, acredita mesmo que o campeonato poderá impulsionar a economia nacional. É a resposta do Governo ao líder do PSD, que pediu ao país que não esquecesse a situação económica difícil com a onda mediática do Mundial.
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“Entretanto, e num esforço de aproximação à população timorense, os militares australianos começaram hoje a distribuir um panfleto intitulado "Forças Australianas-Aqui para ajudar" .
"Juntos vamos restaurar a lei e a ordem para o futuro da tua família", lê-se no panfleto dominado, na capa e no verso, por uma foto de uma criança timorense a sorrir.
Uma fonte da TVTL disse à Lusa que o contingente militar australiano tentou ainda que a televisão pública timorense transmitisse videos sobre o papel da força da Austrália em Timor-Leste. (Fonte agência LUSA)
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O contingente português mantém-se para já impedido de actuar "com dureza, com firmeza, de forma autónoma e sem restrições em toda a cidade de Díli", conforme o ministro José Ramos Horta disse pretender, em declarações à Lusa segunda-feira, altura em que se mostrou agastado com a inactividade dos militares australianos no controlo dos incidentes que todos os dias se vão repetindo em Díli.
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SOS AUSTRÁLIA ESTÁ A SOFOCAR DEMOCRACIA DE TIMOR
SalvemTimor dos Australianos
Tal como este espaço escrevia na noite de ontem, eis que o evoluir da situação vem confirmar as nossas fontes. A GNR está a ser alvo desde a primeira hora de ameaças veladas das incompetentes tropas australianas. Este já é um cenário recorrente na estratégia de destruição de Timor-Leste por parte da vizinha Austrália. Em 1999 os soldados tinham ordens expressas para não afrontarem os indonésios. Com ele em Díli arderam mais de 20 edifícios fundamentais. Foi igual ao que hoje se passa.
Estamos em 2006 e os australianos estão numa política desesperada para fazer cair o primeiro ministo de Timor, de preferência até deixar que o matem. Entraram e nao deram segurança ao primeiro ministro e ao presidente do parlamento. Uma vergonha de uma premeditação.
Só baixaram as orelhas quando as FALINTIL/FDTL mostraram estar ao lado das instituições democráticas, não deixando de mostrar a sua lealdade ao Governo e ao estado. Só aí os australianos perceberam que não era bem como eles pretendiam... e mandaram então segurança aos pilares do Estado de Direito.
Foi para isso que lá entraram... mas não! O mundo sabe hoje quem é a Austrália, qual o seu papel. O mundo sabe hoje quem é a mulher australiana de Xanana Gumão. Todos sabem, em especial os que em 1999 andavam com ela em Jakarta. Todos sabemos quem são os tipos e tipas dos serviços secretos australianos que se introduzem no seio da população timorense - trajando vergonhosamente mas dormindo no Hotel turismo e no hotel timor.
A Austrália desde sempre tentou influenciar o rumo dos acontecimentos em Timor-Leste. Hoje fá-lo de forma armada.
Protegem os rebeldes contra o estado de direito. Mas a culpa será só e apenas deles? Onde está o apelo de Ramos Horta e de Xanana Gusmão para que os australianos desarmem os rebeldes? Ainda não foi ouvido...
Mas todos falam de queda e resignação de Marí Alkatiri. Mas ninguém fala de regresso à normalidade? Será que ninguém admite que as pessoas deslocadas ou refugiadas o continuam a ser por medo dos homens armados que estão em maubisse e em gleno/ermera?A comunidade internacional tem de agir e acabar com esta palhaçada.
Timor está ocupado militarmente pelos australianos, querem até alterar as leis para terem poderes. Timor-Leste está em perigo com a presença australiana.
salvem Timor-Leste dos australianos, eles são verdadeiramente os maus da fita, desde sempre!
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Cumprir as leis Correio da Manhã 09-06-06
...“O presidente do Parlamento de Timor, Francisco Guterres ‘Lu-Olo’, afirmou que as forças internacionais têm de cumprir a legislação timorense. ‘Lu-Olo’ reagia assim ao pedido de Camberra de se procederem alterações à lei.”...
-Seria interessante saber quais leis e que alterações.
8.6.06
Antes desta intervenção, o presidente timorense tinha já recebido à porta do Palácio das Cinzas, edifício-sede da Presidência, o major Alves Tara, um dos militares rebeldes envolvido na organização da manifestação anti-governamental, que entregou ao chefe de Estado uma petição a exigir a demissão do executivo chefiado por Alkatiri.
Público
Já depois de Xanana Gusmão ter regressado ao Palácio das Cinzas, o major Tara dirigiu-se aos manifestantes para afirmar que o seu objectivo de se fazerem ouvir tinha sido alcançado. "Conseguimos o nosso objectivo, que era fazer a manifestação", disse."A nossa juventude deve ter consciência política e parar com a violência em Timor-Leste", afirmou ainda.O major Tara apelou igualmente para que todos os timorenses se organizem, "de Oecussi a Tutuala", para voltarem a Díli e "pedir a demissão do primeiro-ministro". "Não somos nós que fazemos a violência, mas sim os do grupo de Alkatiri", acusou.
Correio da Manhã-07-06-06
Junto aos camiões da manifestação, os soldados australianos entregavam pequenos folhetos à população. Num deles, em tons de vermelho, lia-se, em tetum e em inglês, que as tropas australianas estão em Timor-Leste para ajudar os timorenses.
O outro, escrito a preto, com imagens de violência a que todos já se habituaram, lembra que “o futuro de Timor-Leste está a ser destruído com actos de fúria, vingança e luta”. E acrescenta: “Os actos de vingança ou represálias são crimes contra o povo timorense.” (Mas que bem. Não foi a mal será que vai a bem?)
Pergunta do Correio da Manhã ao sr Ramos Horta e a resposta.
A que se devem os confrontos Exército-Polícia?
Primeiro que tudo, a rivalidades institucionais. Depois, quando surge a crise de 28 de Abril, houve manipulação das etnias. As pessoas pouco educadas, arraigadas a superstições obscurantistas, são facilmente manipuladas. (Como ele sabe destas coisas!)
[120 ninjas vão para Timor. ( E a seguir vão os samurais!)]
Público 07 06 06 Permanência da GNR em Timor-Leste pode estar em causa.
A GNR está confinada ao seu quartel improvisado em Díli com ordens do Governo português para não sair para o terreno, devido a um bloqueio diplomático nas negociações com a Austrália sobre as cadeias de comando. A decisão foi tomada depois de um incidente a meio da tarde de hoje, quando a GNR transportava dois detidos para o novo centro de detenção temporária guardado pelas tropas australianas. Porém, os militares australianos negaram-se a receber os detidos, questionando a legitimidade da GNR para proceder às detenções.O Governo português decidiu suspender todas as negociações técnicas no terreno sobre a actuação da GNR e as formas de coordenação com outras polícias e os militares australianos. Neste momento, decorrem negociações urgentes em Nova Iorque, segundo uma fonte governamental em declarações à Lusa, que confirma estar actualmente em causa a permanência da GNR em Díli, a não ser que o Presidente timorense, Xanana Gusmão, e o Governo timorense clarifiquem a actuação da força portuguesa no quadro do acordo bilateral assinado ente Lisboa e Díli que garante à GNR autonomia operacional.
Sic
O Governo português deu ordem às forças da GNR em Timor-Leste para não saírem do quartel, em Díli. Na origem da decisão esteve um incidente ocorrido esta quarta-feira, quando a GNR transportava dois detidos para um novo centro de detenção temporária. À chegada, os militares australianos responsáveis pela vigilância do local negaram-se a receber os detidos e questionaram a legitimidade da GNR para fazer detenções. A situação levou o Governo português a suspender todas as negociações com a Austrália sobre as cadeias de comando em Timor-Leste. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), contactado pela SIC, nega que esteja em causa a permanência da GNR em Timor. Carneiro Jacinto diz que o caso está a ser tratado através dos canais diplomáticos, que incluem as Nações Unidas, o Governo e a presidência timorenses. O porta-voz do MNE diz que é necessário, de uma vez por todas, clarificar o caso para que situações "gravissímas como esta" não voltem a repetir-se.
Diário Digital 8-06-06
...No entanto, os soldados australianos recusaram-se a aceitar a entrada dos efectivos da GNR na zona, explicando que só poderiam entregar os presos se entrassem no local desarmados e sob escolta de efectivos militares australianos. A mesma fonte referiu que houve «um comentário desagradável» por parte do comando australiano, que avisou não se responsabilizar pelo que podia acontecer caso aparecessem no local efectivos da GNR armados. Este acordo limita para já a actuação da GNR aos casos em que seja chamada a intervir pelos militares australianos e neozelandeses nas zonas por estes controladas. (?)
6.6.06
Correio da Manhã 06-06-06
Antes desta intervenção, o presidente timorense tinha já recebido à porta do Palácio das Cinzas, edifício-sede da Presidência, o major Alves Tara, um dos militares rebeldes envolvido na organização da manifestação anti-governamental, que entregou ao chefe de Estado uma petição a exigir a demissão do executivo chefiado por Alkatiri.Públoco
Já depois de Xanana Gusmão ter regressado ao Palácio das Cinzas, o major Tara dirigiu-se aos manifestantes para afirmar que o seu objectivo de se fazerem ouvir tinha sido alcançado. "Conseguimos o nosso objectivo, que era fazer a manifestação", disse."A nossa juventude deve ter consciência política e parar com a violência em Timor-Leste", afirmou ainda.O major Tara apelou igualmente para que todos os timorenses se organizem, "de Oecussi a Tutuala", para voltarem a Díli e "pedir a demissão do primeiro-ministro". "Não somos nós que fazemos a violência, mas sim os do grupo de Alkatiri", acusou.
Expresso
«Não tenho notícia de detenções», confessa o primeiro-ministro, Mari Alkatiri. «E se as forças que estão no terreno não as fazem, dificilmente poderemos investigar o que se passa. O que sei é que não são jovens a agir sozinhos. Saem para a rua com 'walkie-talkies' para contactarem um determinado comando».
«O que começou por ser uma situação artificial passou a ser uma situação real, porque as pessoas, sobretudo os jovens, acreditaram nas histórias que ouviram e quiseram comprar uma guerra», comentava um missionário evangélico brasileiro, José Ricardo.
3.6.06
30-05-2006 16:27:53 Diário Digital
Holanda: criado partido que defende pedofilia e pornografia.
O primeiro partido declaradamente pedófilo foi criado hoje na Holanda, o NVD (Amor ao próximo, Liberdade e Diversidade), o qual tem como objectivo permitir a pornografia infantil e as relações sexuais entre adultos e crianças. «Educar as crianças significa também acostumá-las ao sexo. Proibir deixa as crianças mais curiosas», afirmou Ad van den Berg, 62, fundador do partido, em entrevista ao jornal holandês Algemeen Dagblad.
Portugal Diário
A Assembleia da República prevê gastar 761 mil euros em subsídios de reintegração até ao final de 2006... um acréscimo de 153 por cento face à primeira versão do Orçamento. Alguém falou em crise?
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“A direcção do Grupo Parlamentar do PSD demarcou-se hoje da autoria e da responsabilidade pela apresentação de um projecto de resolução no Parlamento para instituir o dia 06 de Junho como o «Dia Nacional do Cão»”.
“...justifica a iniciativa por o cão ser um animal que vive junto do Homem desde a pré-história.”
Abaixo a desciminação. Já!
E digo mais, esta notícia só é notícia porque eu e mais algumas pessoas não temos nada para fazer.
E se fôssemos todos catar piolhos?
Do jornal Folha online
“O diretor da missão da ONU no Timor, Sukehiro Hasegawa, mostrou-se indignado pela possibilidade de que soldados do Exército tenham atirado contra os policiais ontem, deixando 12 mortos e 20 feridos --entre eles dois funcionários da ONU.
Pergunta. O que estavam os funcionários da ONU a fazer no meio do conflito?
As tropas australianas já foram mobilizadas em lugares estratégicos em torno da capital para deslocar as facções rebeldes para fora do centro de Dili.
Mais um exemplo da vergonhosa deseducação em Portugal.
Correio de Manhã-03-06-06
O Ministério da Educação permite a existência de redes que a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) classifica de “publicidade enganosa” e “venda compulsiva” nas escolas.
...“Estamos a falar de crianças do 1º Ciclo, entre os seis e os dez anos, que encontram no professor um elemento de confiança” ...
...O representante dos pais conta que o método de venda consiste na demonstração, feita pelo professor, em plena sala de aula, dos conteúdos da revista. No final, o docente entrega um exemplar a cada aluno da turma, explicando que a sua assinatura por um ano (o que inclui dez números da revista) tem um custo de 30 euros. ...
...“a criança chega a casa muito entusiasmada com a revista, pelo que se torna extremamente difícil para os pais levar o seu filho a compreender que esse entusiasmo resulta de uma campanha de publicidade muito persuasiva”. ...
...“caso os pais da criança optem por não comprar a revista, o menor terá de devolvê- -la”. “Este gesto representa um efeito de perda para a criança de uma revista cujas imagens são extremamente apelativas” ...
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...“Enoque Pinto, director comercial da revista editada pela Publicadora Servir, diz que a divulgação é feita com autorização dos agrupamento de escolas”. E acrescenta que os professores “não recebem qualquer remuneração”: “Os professores aceitam fazer a divulgação porque entendem que a revista, que este ano completa 20 anos, tem um conteúdo didáctico”...
. .“A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) condena a venda compulsiva encoberta num quadro grave ao nível da coacção” O mesmo responsável, coordenador dos professores do 1.º Ciclo, precisou que não tem elementos que lhe permitam confirmar a presença de professores na venda de ‘Nosso Amiguinho’, nem se a forma de divulgação desta revista se pode enquadrar como venda compulsiva encoberta. ...
...O CM tentou, sem êxito, obter junto do Ministério da Educação um esclarecimento ...Também a Direcção Regional de Educação de Lisboa se mostrou indisponível ...
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CÓDIGO DA PUBLICIDADE INDICA RESTRIÇÕES
24.5.06
Expresso 24-05-06
A autoridade da concorrência quer menos concorrência? Quer monopólios?
22.5.06
Sendo Portugal um país pobre é no mínimo um absurdo, porque os benefícios que advêm deste “investimento” são muito baixos (a história assim o prova, à volta de 76 autarcas se não me engano a braços com os tribunais, para não falar de outras coisas).
Fico com forte impressão que a única coisa que estes gastos (desperdícios) favorecem é o alterne democrático.
15.5.06
A propósito das declarações do Presidente iraniano, Mahmud Ahmadineyad, que garante que Israel «vai desaparecer um dia», e desta reportagem;
Veja-se o caso actual de Portugal que tem para aí um ministro, o sr Iberista Bacoco Confesso, que anda a ver se prepara o terreno para que este país, democráticamente, deixe de existir como nação. Claro que estes trabalhinhos traiçoeiros não são solitários, e, se o sr Primeiro ministro não o demitir, estará a ajudá-lo. Mas, não foi também para isso que ele foi eleito?
3.5.06
...Outra das disposições aprovadas diz respeito às faltas, passando a ser considerada "falta ao plenário" qualquer ausência de um deputado no período de votações. Em relação aos deputados que invocam "trabalho político" para faltarem ao plenário ou às votações, terão de passar a concretizar que trabalho político foi esse. Os deputados que não o fizerem irão ser substituídos nessa tarefa pela sua liderança de grupo parlamentar, que assim se irá colocar no papel de validar ou não o "trabalho político". ... D.N. 03-05-06
-Quando os chavalos se portam mal têm de passar por estas vergonhas, para ver se ganham dignidade, respeito, responsabilidade, etc.
-Claro que isto é só para Inglês ver, não há compincha que não aceite a justificação.
1.5.06
João César das Neves
Professor universitário
O nosso tempo pode ser muito cómico, até no meio das dificuldades. Portugal está em crise e boa parte dela vem do Estado. Há problemas gravíssimos na saúde, educação, justiça, finanças. As causas são variadas, mas uma razão é paradoxal: o sector público não faz o que é da sua conta porque anda a fazer o que é da nossa.
Pagamos uma fortuna todos os anos ao Sistema Nacional de Saúde para tratar as doenças, dar consultas, cuidar enfermos; ele não faz isso bem, mas ocupa-se a proibir o fumo. Nós dedicamos muito dinheiro às forças de segurança para prenderem os ladrões e protegerem os cidadãos; em vez disso andam a discutir umas décimas no grau de alcoolemia. Nós esbanjamos milhões no Ministério da Educação para ensinar os miúdos a ler, escrever e contar; em vez disso, dedica-se a congeminar educação sexual. O Ministério das Finanças arruína o País com os seus gastos, mas anda muito preocupado com o sobreendividamento das famílias.
Há umas décadas, quem tratava destes assuntos - tabaco, vinho, sexo, poupanças - eram as tias velhas e beatas. Sendo assuntos do foro pessoal, só algumas bisbilhoteiras se atreviam a comentá-los. Nessa altura, sem pachorra para aturar os ralhetes gongóricos, repudiaram-se as abelhudas moralistas. Passou a viver-se de forma desinibida e emancipada, participando numa sociedade livre e tolerante, que respeitava o indivíduo. Esta foi a grande vitória cultural de meados do século passado.
Rodaram os anos e as coisas regressaram à caricatura do que tinham sido. Agora entregámos os mesmos assuntos, que continuam do foro privado, aos burocratas, polícias, cientistas, fiscais. Já não temos de ouvir sermões edificantes ou censuras enfatuadas, mas somos forçados a suportar inspecções policiais, pagar multas, cumprir regulamentos incompreensíveis, aturar supostos especialistas e estudar manuais escolares sobre esses temas. E chamamos à nossa uma sociedade livre e sem tabus, avançada e descomplexada.
A verdade é que vivemos um moralismo legal mais asfixiante e petulante que qualquer teocracia da Antiguidade. Os decretos ministeriais metem o nariz em tudo, do brinde do bolo-rei aos galheteiros nos restaurantes, dos coletes retrorreflectores nos carros aos locais de piquenique. Os menores detalhes da vida privada estão estatuídos em leis, códigos, despachos. A grande parte dos debates políticos da sociedade actual ocupa-se, não de problemas públicos, mas da vida íntima. Num tempo que se julga livre de dogmas e censuras, o grande tema de partidos, deputados, portarias são os hábitos e costumes, o conforto e intimidade, os valores e opções. Não há paralelo na História para esta ditadura moral, nem sequer na república florentina de Girolamo Savonarola. Chegámos ao paroxismo de governos, baseados em maiorias ocasionais, se acharem com direito a redefinir conceitos milenares, como casamento e família, vida e morte.
Como foi possível esta evolução? Como se entende que os ideólogos da sociedade aberta estejam a repetir, em pior, a atitude que mais repudiam? Há várias justificações para este paradoxo. A primeira vem do facto de, enquanto as velhas beatas estavam interessadas no bem--estar daqueles a quem ralhavam, hoje o Estado diz preocupar-se com terceiros. O motivo da lei não é a limitação da liberdade individual, mas os fumadores passivos, os acidentes rodoviários, a gravidez indesejada, o ambiente poluído, o desequilíbrio financeiro nacional.
Isso quer dizer que numa sociedade aberta é possível ser moralista e constranger as pessoas se a preocupação for com outros. A falácia está precisamente aí. A lei proíbe o fumo, mesmo se os fumadores passivos não se incomodarem ou sequer lá estiverem. O planeamento familiar e educação sexual podem impor um comportamento moral, se for sob capa de resultado científico. Há um outro elemento curioso. O moralismo estatal de hoje julga-se progressivo porque defende o contrário do que diziam as antigas beatas. O que elas repudiavam é hoje recomendado, enquanto se proíbe aquilo que toleravam. O nosso Governo moralista facilita o divórcio e pornografia, protege os toxicodependentes e endividados. O que ele reprime violentamente é o copito a mais ao jantar, um bom charuto no bar, o lixo nas matas, o sexo sem preservativo. Isso é que são atitudes infames, inaceitáveis, que o nosso tempo tolerante não pode tolerar.Uma coisa é evidente: as gerações futuras vão-se fartar de rir de nós.
D.N.
29.4.06
Operação FuracãoMinistério Público denunciou 6 instituições financeiras por fraude fiscal
O Departamento Central de Investigação e de Acção Penal (DCIAP) denunciou ao Banco de Portugal quatro bancos e duas sociedades financeiras por irregularidades ligadas à utilização de paraísos fiscais.
Segundo noticia hoje o jornal Público, numa operação denominada Furacão, os investigadores obtiveram indícios relativos a procedimentos suspeitos por parte das instituições, ligadas à transferência para paraísos fiscais de «centenas de milhões de euros».
O jornal adianta que o montante real só será «cabalmente definido quando terminarem as investigações» e não identifica as instituições financeiras envolvidas.
Fonte oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) assegurou ao Público o «carácter de urgência» destas investigações, consideradas «prioritárias».
O Banco de Portugal, instituição supervisora do sistema financeiro, deverá agora abrir um processo contra-ordenacional para apurar a licitude dos procedimentos adoptados pelas seis entidades.
O diário acrescenta que as instalações das seis instituições financeiras e o domicílio de administradores e altos funcionários bancários foram alvo de buscas.
Segundo o jornal Público, a operação Furacão já motivou a constituição de seis arguidos.
11:45 22 Abril 2006
Posteriormente já alguém da banca veio “lembrar”, que a banca é um sector importantíssimo
21.4.06
Por João César das Neves
Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem. Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português. Havia até agora no mundo países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam. Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Alias, tem mesmo um só elemento: Portugal. A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinham também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso. Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido - O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses".Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas. Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento. Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido. Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação. Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhante às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omnipresente e bloqueante. É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma: Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento. Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto: "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe. Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho. "A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português. "No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável." O texto termina dizendo:
Sábado á tarde, calmamente sentado em frente do PC, ouvindo um pouco de musica, lembrei-me de ir dar uma vista de olhos por um dicionário digital ("oferta" da coca-cola), sem rumo definido.Percorrendo-o dei com a palavra inevitabilidade. Palavra tão utilizada ultimamente por causa da liberalização mundial do comercio. Dizem os "génios" que é uma inevitabilidade, que é inevitável!
INEVITABILIDADE – s.f.
-qualidade do que não se pode evitar.
... e ...
INEVITÁVEL – adj. 2 gé.
- que não se pode evitar;
- fatal;
As perspectivas tornam-se sombrias, como até a música parece querer confirmá-las, ...
FATAL – adj. 2 gen.
- prescrito por destino ou fadado;
- funesto;
- desastroso;
- decisivo;
- inevitável;
- irrevogável;
- que traz consigo um destino funesto;
- nocivo;
- sinistro;
- desgraçado;
... mas, inevitavelmente, olhei logo abaixo, e ...
INEXACTIDÃO – s. f.
- falta de exactidão;
- impontualidade;
- falsidade;
- mentira;
- erro;
... e ...
INEXACTO – adj.
- que não é exacto;
- impontual;
- errado;
- falso;
... como nada é inexaminável, já mais tranquilo, concluo que;
- Os desgraçados "génios", com acordos sinistros e nocivos, querem desastrosamente trazer consigo, um destino funesto.
18.4.06
Mais de metade faltaram. Deputados entraram de fim-de-semana mais cedo.
Mais de metade dos deputados - quarenta por cento da maioria socialista e dois terços da bancada do PSD - faltaram às votações de ontem à tarde no Parlamento, inviabilizando-as por falta de quórum.
A maioria estava no entanto no início da sessão, mas terá abandonado o Parlamento após ter assinado o livro de presenças. Não se verificou o quórum de deliberação, que corresponde a mais de metade dos 230 deputados, o que obrigou o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a encerrar a sessão sem que decorressem as votações agendadas.
De acordo com o secretário da mesa da Assembleia da República Fernando Santos Pereira, deputado social-democrata, sem contar com as 13 ausências por missão ao estrangeiro, faltaram às votações 107 deputados, 50 do PSD, 49 do PS, 5 do CDS-PP, 2 do PCP e um do BE.
Assinaram o livro de presenças quase todos os deputados do PS, 114 em 121, a maioria dos social-democratas, 52 em 75, 10 dos 12 deputados comunistas, 9 dos 12 do CDS-PP, 7 dos 8 parlamentares do BE e os dois deputados de «Os Verdes».
Contudo, no final da sessão estavam presentes apenas 66 socialistas, 21 deputados do PSD, 8 do PCP, 6 do CDS-PP, 7 do BE e dois de «Os Verdes», estando em missão parlamentar ao estrangeiro 6 socialistas, 4 social-democratas, dois deputados comunistas e um democrata-cristão.
10:17 13 Abril 2006
Funcionários públicos.
A desonestidade vai ao cúmulo de marcar o ponto e irem-se embora.
O dia para receberem ao fim do mês é marcado, mas o dia de trabalho correspondente é que vai para as urtigas.
Ganhar sem trabalhar, e ainda dizem que ganham mal. (os outors funcionários públicos que me desculpem o desabafo).
10.4.06
Expresso 12:02 9 Abril 2006
Barómetro SIC/ Expresso/ Rádio Renascença«Simplex» aprovado pelos portugueses.
Depois do Governo socialista e Sócrates conquistarem boa nota, é a vez do «Simplex» ser considerado útil pelos inquiridos. Estes são os resultados do Barómetro Eurosondagem realizado para a SIC, Expresso e Rádio Renascença.
Há duas semanas o primeiro-ministro José Sócrates anunciou 333 medidas de desburocratização do Estado. Três quartos dos portugueses (67, 3%) consideram que o «Simplex» é, efectivamente, útil. Uma maioria igualmente significativa (40,4%) atribui uma credibilidade razoável à generalidade das políticas apresentadas pelo Governo.
Do lado negativo, está a proposta do PS para introduzir o sistema de quotas para as mulheres na eleição de cargos políticos, com 47% dos inquiridos a dizer que não concorda, e a proposta de revisão do Código Penal que prevê substituir a prisão de titulares de cargos políticos pela suspensão temporária de exercício do cargo. 51, 7% dos inquiridos considera-a um privilégio injustificado.
A sondagem, realizada pela Eurosondagem para o EXPRESSO, SIC e Rádio Renascença, foi efectuada de 30 de Março a 2 de Abril e teve por objecto a intenção de voto e 19 perguntas de carácter geral. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone.
7.4.06
It is by the goodness of God that in our country we have those three unspeakably precious things: freedom of speech, freedom of conscience, and the prudence never to practice either of them.
http://dn.sapo.pt/2006/04/07/opiniao/um_negocio_e_peras.html
http://dn.sapo.pt/2006/04/07/editorial/infantilizacoes.html
http://dn.sapo.pt/2006/04/07/economia/aparencias.html
Charles Pasqua, antigo ministro do Interior francês (1986-88 e 1993-95), está a ser investigado judicialmente no âmbito do programa "Petróleo por Alimentos", nomeadamente por "tráfico de influências agravado". Pasqua, alegando que o objectivo principal da magistratura francesa é atingir politicamente o Presidente Jacques Chirac, de quem foi dos mais fiéis aliados, protesta a sua inocência. Fê-lo durante hora e meia, em Paris, numa audiência presidida pelo juiz Philippe Courroye.Senador, representando a região parisiense de Hauts-de-Seine desde 2004, Pasqua, de 78 anos, beneficia do regime de imunidade parlamentar, o que, em princípio, o afastará do banco dos réus, a despeito de algumas fontes garantirem que foi das personalidades francesas que mais lucraram com as irregularidades aquele programa da ONU (troca de alimentos por petróleo iraquiano), em vigor entre 1996 e 2003.
6.4.06
De acordo com Euclides Dâmaso, director do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra, “em Portugal a corrupção progride e intercepta cada vez mais níveis diversos da Administração e do aparelho do Estado”, acrescentando que “boa parte da economia portuguesa flui no mercado paralelo”.
...A intenção da Unidade de Missão para a Reforma Penal de substituir as penas de prisão até três anos aplicadas aos políticos e titulares de cargos públicos acusados de crimes de corrupção por uma suspensão temporária de funções entre os dois e os cinco anos.
“Trata-se de uma decisão que causa alguma preocupação e que vai contra as exigências fixadas pelas Nações Unidas”, afirmou Euclides Dâmaso, adiantando ainda “que poderá ir contra as exigências definidas na Convenção de Palermo contra o crime transnacional que Portugal já ratificou”.
...de “optimizar a eficácia das medidas de detecção e de repressão” face à criminalidade económica e à corrupção, o que não se realizaria “com a suspensão de penas aos políticos”.
...preconiza “um melhoramento do controlo dos rendimentos dos titulares de cargos políticos e do financiamento das campanhas eleitorais, de forma a torná-las menos permeáveis a todo o tipo de infracções”, defendendo a criação de um organismo “independente” do Estado para executar políticas de prevenção contra a criminalidade económica.
O arquipélago indonésio das Molucas quer reatar os contactos com Portugal, interrompidos há mais de 400 anos, para recuperar o seu património histórico de influência portuguesa, disse à Lusa hoje o embaixador de Portugal em Jacarta.
José Santos Braga visitou várias ilhas das Molucas entre os passados dias 27 e 30 de Março, no que constituiu a primeira deslocação oficial de um representante do Estado português nos últimos 400 anos.
A deslocação, a convite das autoridades regionais e locais do arquipélago, permitiu identificar «a urgência da preservação do legado português, traduzido em especial em ruínas de fortalezas, objectos de armaria e de culto religioso, música e dança e ainda num extenso rol de palavras de origem portuguesa ainda em uso».
«A importância daquele legado é tanto mais estranha quanto a presença intensa dos Portugueses no arquipélago das Molucas, em busca de especiarias, se estendeu apenas por um pouco menos de um século, a partir de 1512», disse José Santos Braga.
As autoridades locais das Molucas sublinharam a importância da avaliação do património de origem portuguesa, e deram como exemplo a regular descoberta de objectos ligados ao período da presença portuguesa.
Um exemplo dessas descobertas é um canhão Bocarro, de forma alongada e rico em ornamentos, retirado recentemente do fundo do mar, a 200 metros da ilha de Tidore.
José Santos Braga acrescentou que os projectos que serão apresentados ao Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), municípios, fundações e empresas portuguesas, «contemplarão, além da inventariação e de propostas de preservação do património português, a construção ou reabilitação, partilhada com as autoridades locais e com fundos da União Europeia, de um pequeno conjunto de infra- estruturas que poderão, de forma imediata, elevar a qualidade de vida nas pequenas povoações contíguas aos vestígios da presença portuguesa».
Diário Digital / Lusa 02-04-2006 14:15:00
5.4.06
As coisas que se lêem...
“O presidente angolano disse ter ficado «bastante impressionado com as convicções fortes» do primeiro-ministro português...”
-Já somos três, o sr E. dos Santos, eu e o sr Sócrates.
“«as discussões francas e profundas sobre vários assuntos» se estenderam à situação política na Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe e República do Congo.”
-Óóóó... esqueceram-se do enclave de Cabinda... foi por lápso...fica para a próxima! É minha forte convicção!
“Sócrates Insistiu ainda na «confiança de Portugal nas instituições angolanas...»”
-Hum... será que vai investir em Angola?
Expresso 5-04-06
A circular, assinada pela directora-geral da Administração da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, de 30 de Março intitulada «Comunicação de situações anómalas», que obriga os funcionários judiciais a pedir autorização para proferir declarações sobre «matérias de serviço».
Helena Mesquita Ribeiro disse ao CM que a circular tem apenas como objectivo «melhorar a organização interna dos serviços» e «clarificar competências».
-A ordem é sempre bem vinda.
A circular refere também que os secretários de Justiça estão proibidos de autorizar as captações de imagens no interior dos tribunais
O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Cluny, «Qualquer actividade dentro do tribunal só pode ser autorizada pelo respectivo juiz-presidente»
-Andará alguém baralhado? Claro que não! Mas a impressão que estas duas frazes deixam é muito má.
4.4.06
Acrescentando; “as pessoas que se profissionalizam na mais velha profissão do mundo não ficam com grandes traumas por isso”.
Isto por causa das declarações do psiquiatra Álvaro de Carvalho, que ontem em tribunal, defendeu que os jovens que acompanha dificilmente mentiriam em relação aos abusos e aos abusadores.
O advogado classificou a tese do psiquiatra como uma monstruosidade. ( sic on line)
Sem comentários
.
Depois do governo não ter dado o dinheiro necessário ao funcionamento adequado da PJ, e ter tentado retirar da alçada da PJ os contactos com a interpol e Europol, tentando passá-lo para a esfera da presidência do conselho de ministros, vários dirigentes da PJ ameaçaram demitir-se (em bloco).
Apenas o responsável pelo combate ao crime económico, José Mouraz Lopes, acompanhou a saída de Santos Cabral. (homenagem se lhes faça, a palavra é coisa rara).
Na mão deste, curiosamente, seguia o livro Deserto do Mal - que deu origem ao filme Syriana, que conta a história de um agente da CIA cuja carreira terminou em desgraça devido a complexos jogos políticos internacionais.(DN)
"Entendo que o exercício destas funções e a dignidade que elas comporta pressupõe que exista uma relação de confiança institucional. Entendo que essa relação não existia neste momento", afirmou Santos Cabral.(DN)
Santos Cabral não terá chegado a apresentar o pedido de demissão, uma vez que Alberto Costa antecipou-se e deu-lhe a conhecer o despacho conjunto (DN).
Mas o que mais incomodou o ministro foi o facto de a posição pública da Direcção da PJ evidenciar dúvidas sobre a conduta e poder do próprio Alberto Costa, no seio do Governo (JN)... Ai que melindres, lá lhe caem os penantes.
24.3.06
Expresso 24-02-06
Governo vai relançar a regionalização
O Governo vai agora «reestruturar os ministérios e serviços em função das regiões-plano» e, «estando a regionalização concretizada no terreno, será dado o passo seguinte, já sem dor, para traduzi-la sob a forma de lei», esclareceu o presidente do PS/Viseu.
«O que se submeterá a referendo na próxima legislatura é um modelo que já está no terreno», reforçou o vice-presidente da bancada parlamentar do PS...
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Primeiro faz-se e só depois é que se referenda? Não será esta acção anti-constitucional?
Já sem dor ? Ou com custos elevadíssimos para todos, se o resultado do referendo for contrário às opções já executadas?
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José Junqueiro congratulou-se com a actual estratégia do Governo, frisando que o executivo liderado por José Sócrates «aposta em começar por baixo e não por cima, como no passado».
Ou aposta em começar enviesado?
Horácio Costa, antigo vereador da Câmara de Felgueiras e arguido no processo do "saco azul", admitiu, em declarações ao DN, arrolar José Sócrates como testemunha para o julgamento. ...
..."em devido tempo" enviou "cartas a José Sócrates e Jorge Coelho a denunciar a situação do alegado 'saco azul' da Câmara de Felgueiras. Por isso, o actual primeiro-ministro poderá esclarecer em tribunal qual o rumo que deu a tais missivas."
"Quando José Sócrates foi secretário de Estado do Ambiente, Fátima Felgueiras era presidente da câmara e terão ocorrido coisas com aterros sanitários que ela sabe e poderá fazer uso."
Expresso
«Seria bom que certas pessoas da direcção do PS fossem chamadas a dizer porque é que nada fizeram face às denúncias que lhes fiz»,
...enquanto a um «alto magistrado apanhado nas escutas telefónicas em conversas para favorecer Fátima Felgueiras» nada aconteceu.
Parece que também o sr A. Guterres, na altura 1º Ministro, foi avisado.

Pensamentos e olhares ternos
--Sinto-me agarrado...
--Da minha mão, já eles não saem...
23.3.06
www.geocities.com/CapitolHill/Lobby/6559/index.html
Mas um dia, trabalhava Salazar na preparação do seu segundo orçamento, o Ministério dos Negócios Estrangeiros recebeu do Embaixador de Inglaterra um documento secreto: a cópia de uma «nota enviada pela S.D.N. ao Governo de Sua Magestade Britânica, em que se dizia profundamente impressionada pela forma como o Ministro das Finanças de Portugal estava a resolver o problema da administração daquele país e se recusava a renovar o pedido de empréstimo de 12 milhões de libras que vinha sendo solicitado pelos Governos anteriores. Que esta recusa colocava aquele Organismo Internacional em posição de desprestígio e desprimor, porque oferecera a Portugal novas e mais fáceis garantias. Nestas condições, rogava ao Governo de Sua Magestade Britânica se dignasse promover, junto daquele Governo, a renovação do pedido de empréstimo, oferecendo o seu valimento na S. D. N.».
Um dos peritos enviados a Lisboa pela Sociedade das Nações em princípios de 1928 era o sr. Jacques Rueff. Tivemos ocasião de conhecê-lo vinte e cinco anos depois, já presidente da Sociedade Política de Paris, presidente do Instituto Internacional de Estatística, presidente do Tribunal da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, membro do Instituto de França...
Falámos sobre o tal pedido de empréstimo. Jacques Rueff era de opinião de que tínhamos feito muito bem em recusá-lo. E explicava: - O remédio devia o país procurá-lo dentro de si, em vez de tentar trazê-lo de fora. Era preciso que alguém dentro do país resolvesse o problema financeiro, criando através dessa resolução as possibilidades de fazer o resto. Além do que foi uma lição para outros países: mostrou que era tecnicamente possível resolver a crise com os recursos próprios e que é essencial fazer uma boa administração.
20.3.06
«A decisão que tomei, e que muitos governos tomaram, foi baseada em informações que tínhamos recebido e que, depois, não foram confirmadas: que havia armas de destruição maciça» no Iraque, disse Barroso no programa «Le Grand Jury» LCI-RTL-Le Fígaro.
«Tínhamos documentos que nos foram dados. Foi com base nessas informações que tomámos aquela decisão».
«A História fará o balanço - ponderou ainda - Era qualquer coisa de muito difícil para toda a Europa. A Europa estava dividida e eu prefiro dizer que, agora, estamos unidos, tentando fazer o nosso melhor para estabilizar tanto quanto possível o Iraque e a região».
Há três anos, Bush, Blair e Aznar comprometeram-se a «aprovar uma administração apropriada para o período do pós-conflito no Iraque», assegurando que «toda a presença militar» seria «temporária» e destinada a «encorajar a segurança e a supressão das armas de destruição maciça».
A ser verdade.
-A decisão que tomei e que muitos governos tomaram-
Interessante falar nos outros, será para tentar desculpar-se da decisão que tomou?
-Foi baseada em informações que tinhamos recebido, e que, depois não foram confirmadas-
Então, mas, informações deste género, que um governo recolhe são duvidosas, as suas fontes não são fidedignas? Mesmo que essas informações sejam fidedignas, não se confirma?
Quando se tomam decisões destas, não se pensa, analisa, bem e sériamente o assunto?
-A história fará o balanço...-
É verdade, a história não faz só o balanço das acções dos grandes.
-«aprovar uma administração apropriada para...-
Alguém é capaz de me explicar o que é esta "administração apropriada"? E para quem?
Cada vez mais me convenço, que para ocupar altos cargos da nação, não é preciso ter muita coisa. Começo mesmo é a acreditar, que o que é preciso ter, é muito pouca.
6.3.06
16.2.06
“Estamos a pensar num mecanismo de direitos humanos que garanta o respeito pelas religiões com a ajuda das Nações Unidas”, afirmou Solana, após um encontro com o rei Abdallah II da Jordânia.
--Ai, ai, pensei que isso já existisse. Será que os Árabes sempre vão impor a sua lei, a sua vontade?
Expresso 16-02-06
França acusa Irão de ter um programa nuclear «clandestino»
Philippe Douste-Blasy, ministro dos negócios estrangeiros francês, numa entrevista á TV France 2
Ás tantas sai com esta pérola, ...«Não são só os europeus, é a França, a Alemanha e os Britânicos. Mas também a Rússia e a China»
--Temos Russos, Chineses, Europeus, e, Europeus não Europeus (?) como os Franceses, Alemães e Britânicos... ok!
Alberto Costa
Ministro quer criar comissão para acompanhar escutas telefónicas
... criação de uma comissão especializada junto do conselho superior da magistratura (CSM) para «acompanhar do ponto de vista técnico a questão das escutas telefónicas»... «que seria integrada por um representante do presidente da república, um representante do parlamento e um juiz». (do ponto de vista técnico?... Técnico? Um representante do presidente da república e um representante do parlamento?)
...«que é um processo de razoável complexidade»... «uma fonte de atropelos e de problemas graves». (Porque será?)
...«determinação rigorosa de quem pode ser alvo de escutas». (Será este o ponto de vista técnico?)
...«não se encontra hoje delimitada em rigor nas leis penais» pois muitas vezes as pessoas pensam que «só os arguidos e suspeitos é que podem ser visados» pelas escutas, quando na prática acaba por não ser assim. (Porquê?)
...governo sugeriu...«tratamento diferente para diferentes situações», propondo soluções diversas consoante as entidades envolvidas e as profissões que tenham ou não contacto directo com o processo. (?)
(E para rematar) ...«interesse fundamental» para os cidadãos e para a democracia.
15.2.06
Sr. Durão Barroso “A liberdade de expressão não é negociável”
Sr. Anders Fogh Rasmussen “ Encontramo-nos no maior desafio de politica externa que a Dinamarca enfrenta desde a II Guerra Mundial” “Uma tarefa considerável” “Não vemos a solução ao virar da esquina”
Sr. Roberto Calderoli, da Liga do Norte, anunciou que mandou fazer T-shirts, com as imagens das caricaturas de Maomé que causaram todas estas polémicas. Que não pretende ser uma provocação, mas um convite ao diálogo verdadeiro.
As coisas que se lêem.
14.2.06
Expresso 14-02-06
O conceito de liberdade de expressão abarca o direito à blasfémia, defenderam hoje especialistas em direito penal e em direito constitucional da Universidade Católica de Lisboa, num debate sobre a perspectiva jurídica da polémica sobre os «cartoones»de Maomé.
A iniciativa foi promovida por Rui Medeiros, professor associado, e pelos assistentes Jorge Pereira da Silva, Pedro Garcia Marques e Gonçalo Matias debater com jornalistas o objectivo de enquadrar juridicamente a polémica sobre as caricaturas.
Baseando-se na jurisprudência, o penalista Pedro Garcia Marques considerou que a liberdade de expressão deve ser defendida independentemente do conteúdo da mensagem ou da reputação de quem a difunde. (jurisprudência com razões que o bom senso desconhece?)
Jorge Pereira da Silva, constitucionalista, considerou que, tratando-se de caricaturas, é preciso ter em conta que a linguagem que lhes é própria é necessariamente satírica e implica a liberdade de criação cultural, que goza de uma ainda maior amplitude.
Frisando sempre que a avaliação dos limites à liberdade de expressão é relativa e varia de país para país, Pereira da Silva e Rui Medeiros, também constitucionalista, consideraram que a liberdade de expressão é fundamental, enquanto princípio estruturante da democracia, mas não é ilimitada.
Os limites à liberdade de expressão têm de ser sempre definidos para a protecção de outros direitos importantes e constitucionalmente garantidos - direito à identidade, ao bom nome, à vida privada, entre outros -, mas a avaliação do respeito por esses limites, defenderam, deve ser sempre ponderada caso a caso (não vá o Diabo tecê-las) e «contida» para não abrir caminho à censura.
«Neste caso, os limites dificilmente terão sido violados», considerou Rui Medeiros. (Como convém?)
Os especialistas sublinharam ainda a necessidade de a liberdade de expressão dispor daquilo a que os norte-americanos chamam «breathing space», ou espaço para respirar, o que significa que ela não pode ser exercida «num clima de pressão que leve à auto censura».
Criação cultural? Estas caricaturas de Maomé?
Criação s.f.
Acto ou efeito de criar; invenção; obra; produção; educação e sustento dado por alguém; igualdade, origem, nascimento; etc
Cultura s.f.
Conjunto dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores morais e materiais, característicos de uma sociedade; etc.
Artigo 251 Ultraje por motivo de crença religiosa:
Quem publicamente ofender outra pessoa ou dela escarnecer em razão da sua crença ou função religiosa, por forma adequada perturbar a paz pública, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias... (colaboração involuntária do sr C.M.R.)
Mais um cozinhado?
Só falta saber o direito a humilhar.
Ekmeleddin Ihsanoglun, por seu lado, manifestou o desejo de ver a UE combater “a islamofobia” através de legislação específica a aprovar pelo Parlamento Europeu.
(Era só o que faltava, por causa de interesses obscuros e libertinagem, haver limitações á liberdade. )
... Wolfgang Schuessel, presidente em exercício da U.E. Condenou ontem a publicação de uma caricatura sobre o holocausto... O “mau uso dos símbolos” e a violação de tabus como o holocausto devem der “condenados”... (Aproveitamento!?)
Sr. D. Barroso Expresso 14-2-06
... liberdade de expressão é um “valor fundamental”... ( direito a desafiar, blasfemar e humilhar, é liberdade de expressão? Não confundir com libertinagem ou interesses ocultos) “é melhor publicar de mais do que não ter liberdade”... (não tem nada a haver com as caricaturas, porque me parece que se está a tentar criar, através das reacções árabes, um sentimento anti-árabe no ocidente, porque razão?)
Anders Fogh Rasdmussen 1º ministro Dinamarquês
“Nem o governo nem o povo dinamarquês podem ser considerados responsáveis pelo que é publicado por um jornal livre e independente” (pura mentira, qualquer governo é responsável pelos seus cidadãos e seus actos), sublinhou, salientando que nem o governo nem o povo dinamarquês “tiveram alguma vez a intenção de insultar os muçulmanos” ( misturar alhos com bugalhos pode ser perigoso, misturar a atitude de um povo com a atitude de uns quantos, é errado).
Parece-me que se está a tentar criar confusão.
13.2.06
Porque razão o governo Dinamarquês não pegou já nestes srs tão desempoeirados, com tantos direitos a desfiar, blasfemar e humilhar e lhes faz uma proposta do tipo; Meus srs ou nos contam o que se passa, quem vos encomendou o serviço, etc, e a história tem de ser consistente e credível, ou envia-mo-vos até um país Árabe para lá poderem explicar a vossa fanfarronice e os vossos direitos.
O governo Dinamarquês submeter o resto dos cidadãos Dinamarqueses a boicotes e vexames não me parece correcto.
A não ser que hajam razões que a razão desconhece...
11.2.06
“ A liberdade de expressão não é uma licença. É vinculativa no respectivo exercício responsável e consciente. E, muito sinceramente, não percebo por que razão qualquer editor publicará um cartoon, neste momento, que possa inflamar e pôr achas na fogueira”.
Não é a sua responsabilidade, superior à de uns caricaturistas e respectivo jornal? Por isso sr. K. Anan, a imparcialidade não é uma licença. É vinculativa no respectivo exercício responsável e consciente.
Será que se “esqueceu”, ou foi mal “aconselhado”?
Quanto ás achas na fogueira, pois só os idiotas o fazem e só os idiotas reagem, quiçá para benefícios de outros.
10.2.06
TSF 05-02-06
Liga árabe responde ás caricaturas de Maomé com desenhos anti-semitas.
A iniciativa faz parte de uma "campanha" lançada na sexta-feira, dia em que anunciou a «publicação sistemática de desenhos atrevidos» para «romper tabus e cruzar todas as linhas vermelhas», numa referência às caricaturas de Maomé.Na sua página na Internet, a organização publica um desenho de Hitler deitado na cama com Anne Frank, um símbolo judaico do Holocausto, e uma segunda imagem que questiona o extermínio de judeus.«Depois da lição que árabes e muçulmanos receberam dos europeus sobre liberdade de expressão e tolerância e depois de muitos diários europeus voltarem a publicar as caricaturas dinamarquesas do profeta Maomé, a Liga decidiu entrar no negócio das imagens e fazer uso do seu direito à expressão artística», refere a organização.«Tal como os diários europeus asseguram que apenas querem defender a liberdade de expressão e estigmatizar os muçulmanos, nós também destacamos que os nossos desenhos não pretendem ser uma ofensa a ninguém e não devem ser encarados como uma declaração contra nenhumgrupo, comunidade ou acontecimento histórico», acrescenta.A Liga Árabe Europeia auto-denomina-se como «um movimento social e político para a defesa dos direitos das comunidades árabes e muçulmanas na Europa e, em geral, das causas árabes». Fundada por, Dyad Abu Jahjah, conta com cerca de 5000 associados na Bélgica.
-Com a publicação de desenhos que a liga árabe fez e fará, não estará a legitimar outras imagens?
-A imagem de intolerância, radicalismo e a brutal ameaça de morte para quem ofende o profeta, em nada favorece os líderes árabes muito menos a religião islâmica. O que seria se se ofendesse Alá? Estaríamos já em guerra com alguém?
-A oferta de 100kg de ouro para quem matar os idiotas dos cartonistas, não seriam melhor aplicados na criação de condições de vidas dos próprios árabes? Será que os que passam fome concordam com esta acção?
10-2-06 J.N.
O líder do movimento xiita radical libanês Hezbollah, o xeque Hassan Nasrallah, instava o Parlamento Europeu a aprovar "uma lei que proíba os atentados contra as religiões e os seus valores sagrados".
"Há uma polarização de dois campos, uma instrumentalização doentia, e seremos todos nós a pagar o preço", acrescentou Ramadan, professor da Universidade de Oxford.
9.2.06
"Se eles se inclinam à paz, inclina-te tu também a ela, e encomenda-te a Deus, pois Ele é oniouvinte e sapíentíssimo".
Rui Camacho J.N. “Terrorismo também se faz sem bombas”
“... Mas sempre reconheci que a liberdade de imprensa envolve alguns riscos o de ultrapassar os seus limites éticos, o de esquecer o bom senso e, o mais grave, de ser instrumentalizada por interesses alheios aos próprios media. Com a caricatura do profeta, o jornal dinamarquês cometeu não tanto o pecado de ultrapassar quaisquer limites, mas o erro de ter fornecido um instrumento de agitação às forças promotoras das violentas manifestações anti-ocidentais no mundo islâmico que, quase cinco meses após a publicação, serão tudo menos espontâneas. Não só com bombas se faz o terrorismo.”
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Vicente Jorge Silva D.N. “Caricaturas de Maomé e caricaturas da democracia”
Está claro que as caricaturas do profeta não passam de um mero pretexto nesta história, por mais evidente que seja a irresponsabilidade imbecil do jornal dinamarquês que começou por reivindicar em editorial o direito de "desafiar, blasfemar e humilhar" e acabou, de rabo entre as pernas, pedindo perdão pela ofensa às crenças islâmicas.
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Parece-me que os responsáveis pelo jornal Dinamarquês não levaram em conta outros detalhes.
Esqueceram-se que há valores que cantam mais alto, mais poderosos que as irreverências juvenis.
1º- Parece que os Iranianos queriam (ou querem?) acabar com as suas vendas de petróleo em Dólares e passá-las para Euros (passaríamos a ter também PetroEuros), sendo esta moeda muito querida para os Europeus, qual seria a reacção a esperar? Para consumo interno a condenação das reacções, para consumo externo o caixote do lixo é a nova morada dos direitos humanos (aliás nunca de lá saiu, Tibete, para além de outros).
2º- E/ou criar um centro de venda de petróleo no Irão. Ora sendo o Irão um dos maiores produtores de petróleo, que consequências isto traria para o equilíbrio dos mercados petrolíferos, e os Árabes qual o mercado que escolheriam para negociar os seu petróleo?
3º- É também por de mais evidente que a “União” Europeia é uma miragem, que os Árabes não desconhecem. E foi com tiro certeiro que o sr. Ahmadinejad, presidente do Irão afirmou; "É preciso rever e anular os contratos económicos com os países que começaram este acto detestável e os que os seguiram".
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Jornal Dinamarquês Jyllands Posten, pela 2ª vês pede desculpas aos muçulmanos pela publicação das caricaturas. “ Pedimos desculpa pelo grande mal entendido gerado pela publicação das caricaturas que apresentaram o profeta Maomé e alimentou sentimentos belicosos face à Dinamarca.”
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Pois bem, parece que os responsáveis pelo jornal Dinamarquês, pegaram na sua fanfarronice e a jogaram pela janela fora, pegaram na viola e meteram-na no saco, no rabo e meteram-no entre as pernas e andam á procura de um buraquito para se esconderem... ou, será que a esta hora, já têm a vidinha bem governada?
Entretanto em França surgiu outro jornal de peito inchado com novos desafios. Esperemos que o peito inchado não seja por causa de uma inflamaçãosita, ou a se fazerem á vidita, por interesses obscuros.
Próximos capítulos virão.
8.2.06
Sete rosas, sete dias, sete beijos junto ao mar, são sete rosas vermelhas, macias, rubras cerejas escondidas nalgum olhar.É odor da maresia, gaivotas a esvoaçar, procuram portos distantes, voos breves, oscilantes, escutam sereias cantantes que não param de tentar.
A melodia das ondas seu vaivém de embalar são sete rosas na areia onde a luz da lua cheia as pretende ofuscar.
Há muitas vidas paridas na minha pátria a chorar, nesta pátria adormecida, outrora rejuvenescida por heróis desconhecidos, crescidos a navegar.
São sete rosas vermelhas, sangue rubro a gotejar , são as feridas de um povo que já deixou de lutar.


Que crime hediondo terá cometido esta pobre criança, para merecer esta barbárica e cruel tortura?
Quando psicóticos (sem ofensa aos outros) chegam ao poder, a barbárie e a crueldade saem á rua!
Mas...que dizer dos outros líderes mundiais que , apoiam, negoceiam e suportam estes psicopatas?
Indescritível... inqualificável ! !
Fotos copiadas do blog "ouro-sobre-estrelas. blogspot.com"
Portugal lamenta e discorda da publicação de desenhos e/ou caricaturas que ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos.
A liberdade de expressão, como aliás todas as liberdades, tem como principal limite o dever de respeitar as liberdades e direitos dos outros.
Entre essas outras liberdades e direitos a respeitar está, manifestamente, a liberdade religiosa - que compreende o direito de ter ou não ter religião e, tendo religião, o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião que se professa.
Para os católicos esses símbolos são as figuras de Cristo e da sua Mãe, a Virgem Maria. Para os muçulmanos um dos principais símbolos é a figura do Profeta Maomé.
Todos os que professam essas religiões têm direito a que tais símbolos e figuras sejam respeitados.
A liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade.
O que se passou recentemente nesta matéria em alguns países europeus é lamentável porque incita a uma inaceitável 'guerra de religiões' ainda por cima sabendo-se que as três religiões monoteístas (cristã, muçulmana e hebraica) descendem todas do mesmo profeta, Abraão.
Diogo Freitas do Amaral
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Sr Ministro haverá mais alguma coisa que nós (o zé povinho) não sabemos? É que fica mal condenar uma má acção e não condenar uma má reacção!
10-02-06
"... porque incita a uma guerra de religiões" (?)
-A guerra de religiões agradece-lhe o contributo.
-Na Dinamarca, como em qualquer país democrático, os tribunais estão preparados para julgar entre outras coisas, os casos de ofensas e incitamentos á violência, portanto, deixe-mo-los actuar.
-Quem é ofendido ou incitado tem também (ou devia de ter, é uma condição humana), a capacidade de avaliação, sendo arrastado para a violência se assim o quiser.
Esperemos que a Europa não queira partilhar a opinião de Vladimir Lenin:
“É verdade que a liberdade é preciosa, tão preciosa, que tem de ser cuidadosamente racionada”
2.2.06
Governo Português aumenta o imposto sobre o tabaco.
Sabe sempre bem mais uns trocos para gastar mal gastos como sempre os governos Portugueses fizeram e fazem, e fica muito bem a ideia de combater um mal que é o fumar, o politicamente correcto.
As tabaqueiras Americanas e Espanholas entram em guerra e baixam o preço do tabaco, que chega a custar até menos um euro em Espanha que em Portugal.
Autoridades Portuguesas estimam que as percas fiscais provocadas pelo contrabando poderão ir de 60 a 90 milhões de euros.
Para já hehehehehe...
1.2.06
25.1.06
ONU (ou será, Ó nú)
Ultimo escândalo- Iraq-Alimentos por petróleo
Agora mais um escândalo na ONU (Expresso)
Aluguer de um helicóptero em Timor, compra de angares no Congo que nunca foram usados, compra de combustíveis não necessários.
Mas, piora!
Relatório acusa membros das missões de paz de ONU de estarem envolvidos em chantagem sexual e uso de menores para fins sexuais.
Para descomprimir é necessário de vez enquanto abrir a tampa do penico.
20.1.06
19.1.06
Diário Digital 19-1-06
16.1.06
13.1.06

Esta foto foi-me enviada por um desinformador da PJ, com o seguinte comentário.
“Prova bastante elucidativa de onde e como os nossos ilustres se piram... ops, desculpem, vão arejar... tirar férias... meditar sobre as injustiças da vida, quando injustiçados pela justiça Portuguesa.
O nosso ultimo ilustre inadvertidamente esqueceu-se da luva ( dizem as más línguas que foi por causa das pressas), por isso teve der ir para um sítio mais ameno ( o que causou grande transtorno), não fosse a manita congelar.
O tal desinformador acrescenta que não houve fugas de informação, por isso não vai haver inquérito, mas, que a ilustre personagem possui uma bola de cristal, obtendo por esse meio as informações sobre o seu mandato.”






