A imposição do governo de obrigar a que crianças portuguesas tenham de ir nascer ao estrangeiro, só cabe na cabeça de alguns, mas...
“Correio da Manhã 13-06-06
Se um bebé português morrer durante ou após o parto na maternidade espanhola de Badajoz serão os pais a pagar os custos de trasladação do corpo para Portugal. “
... só mesmo na cabeça de alguns pequeninos.
14.6.06
10.6.06
Jornal de notícias 10-06-06
Um dos carros de combate do Exército avariou, esta manhã, durante o desfile militar das comemorações do Dia de Portugal, no Porto. (Presságio ou partida?)
"O país tem feito um grande esforço financeiro para reequipar as Forças Armadas, tal como elas precisam, mas é óbvio que nem tudo está feito", acrescentou José Sócrates. (Olhe que nem se dá por isso!)
Os M60 A3 foram cedidos pelos Estados Unidos há cerca de dez anos, equacionando-se agora a sua substituição por carros Leopard 1 A-5, de origem holandesa. Também em segunda mão, mas em melhor estado. (Nota importante! Mas em melhor estado! Não esquecer!)
Um dos carros de combate do Exército avariou, esta manhã, durante o desfile militar das comemorações do Dia de Portugal, no Porto. (Presságio ou partida?)
"O país tem feito um grande esforço financeiro para reequipar as Forças Armadas, tal como elas precisam, mas é óbvio que nem tudo está feito", acrescentou José Sócrates. (Olhe que nem se dá por isso!)
Os M60 A3 foram cedidos pelos Estados Unidos há cerca de dez anos, equacionando-se agora a sua substituição por carros Leopard 1 A-5, de origem holandesa. Também em segunda mão, mas em melhor estado. (Nota importante! Mas em melhor estado! Não esquecer!)
TIMOR
Pedaços daqui e dali.
News.com.au 10-06-06
...Brigadier Slater...
...All say (the rebel groups), they remain loyal to President Xanana Gusmao and will disarm when he asks.
.
ABC NEWS ON LINE
The commander of the Australian-led peacekeeping force in East Timor says he is prepared to disarm and contain rebel soldiers if authorities ask him to do so.
Asked if the peacekeepers were prepared to step in, disarm rebel soldiers and contain them to prevent violence from escalating further, Brigadier Michael Slater said: "We have the military capacity to do that when the time is right"....
..."If anyone acts independently... but does something that doesn't seem acceptable to all parties, then we run the risk of creating more turmoil than what we have already seen."...
...Brig Slater says peacekeepers are engaging the rebels in talks and are in constant communication to prevent violence from rising further.
"We've got people up in the hills in a number of areas," he said.
"We have direct contact with each of [the rebel leaders]."
30-05-06 Aust commander rejects E Timor humanitarian crisis claim
World Vision chief Tim Costello... He also says there is a risk of starvation.
Brigadier Slater... "I cannot agree with anything that I heard Tim Costello say and he and I sat down yesterday and had a lengthy discussion," he told Channel 9. (para esclarecimento?)
28-05-06 Troops will disarm all Timorese: commander
Brigadier Slater says it is not difficult for the troops to persuade militia members to give up their weapons.
"They want to do this, they want to resolve the problems that they've got," he said.
25-05-06 ABC
...Australia withdrew its last troops in June 2005, saying it had left the country in the hands of a "competent" East Timorese force. ...
..Ramos-Horta said ... "One implication of requesting foreign assistance is our own acknowledgement of our inability to lead the people in a wise and efficient manner."
..."My Government has to accept responsibility for failing to address these problems when they arose two, three years ago," he said. ...
...And the East Timorese people, Dr Ramos Horta says, have faith the Government will restore order.
"The message that we've had ... is that these rebels, as they describe them, rebel members or former members of the Defence Force welcome the intervention by Australia or by the international community," Mr Downer said.
"The East Timorese have set up a commission to investigate these grievances and what's happened. (Então mas isto não era já sabido?)
Aust to send troops to E Timor. 24-05-06
Shootings between a group of rebel military policemen led by an Australian-trained major and loyal government troops killed at least one person and wounded six in East Timor on Tuesday
Navy on stand-by for E Timor deployment 12-05-06
Earlier this week, Foreign Affairs Minister Alexander Downer said the situation in East Timor remained unstable after riots by rebel soldiers.
Opposition Leader Kim Beazley says it is sensible to send two warships to Australia's north.
"This is our area, it's our back door, it's a difficult back door, it's not getting any easier...
Diário de Notícias 10-06-06
Austrália entrega à ONU justiça e polícia de Timor
A Austrália entende que o Estado timorense falhou e que as autoridades de Díli não estão em condições de recuperar o controlo do país. Pelo que deveria ser a ONU a liderar o processo de reconciliação, ajudando a credibilizar as principais funções do Estado, de forma a poderem ser convocadas eleições para Maio do próximo ano.
O que pressupõe, entre outros aspectos, que a polícia timorense pudesse ser comandada por um oficial estrangeiro, à semelhança do que sucederia com o aparelho judiciário do país. Mesmo que fosse necessário recorrer à nomeação de juízes, procuradores, defensores públicos e até oficiais de justiça internacionais.
Já quanto à estabilização, Camberra entende que as forças envolvidas nesse esforço deveriam manter-se sob comando e controlo do contingente internacional, recusando o chapéu da ONU.
É isto que resulta de um documento confidencial australiano a que o DN teve acesso - East Timor: A Future UN Mission - e que deverá servir como documento-guia para Camberra no âmbito da definição de uma nova missão da ONU para Timor-Leste.
Esse debate deverá começar na próxima terça-feira, quando o Conselho de Segurança se reunir, em Nova Iorque, para apreciar as recomendações que o secretário-geral da ONU se prepara para fazer. Sendo certo que Kofi Annan irá basear as suas opiniões no relatório que Ian Martin - o seu enviado especial a Timor-Leste - lhe fará chegar.
Isto, independentemente das consultas que vier a fazer a países como Portugal, Austrália, Malásia e Nova Zelândia (que responderam ao apelo de Díli, enviando contingentes militares e policiais), além dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Sobretudo os EUA, sobre os quais recairá grande parte dos custos de uma eventual nova missão.
É neste quadro que surge o documento australiano, que terá sido entregue às autoridades timorenses no decurso da visita que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Alexander Downer, fez recentemente a Díli.
Um exercício que tem tanto de diplomacia como de realismo, já que as autoridades de Díli terão sempre uma palavra a dizer sobre o grau de intervenção da ONU. Salvo uma situação extrema em que os principais responsáveis do país (Presidente da República, Governo e Parlamento) não se entendessem entre si.
No documento a que o DN teve acesso, a Austrália resume o essencial das suas posições a três prioridades, que, no entender de Camberra, deveriam nortear a nova missão da ONU: reconciliação política e comunitária, sistema de justiça e estrutura governativa.
No que respeita à reconciliação política, Camberra defende, por exemplo, que a nova missão deveria prever um esforço especial no domínio das relações intertimorenses, insistindo na necessidade de serem investigados os distúrbios que ocorreram em Díli, no final de Abril, e as queixas que provocaram "deserções em massa" nas forças armadas.
Por sinal, duas das principais reivindicações dos majores Alfredo Reinado, Marcos Tilman e Alves Tara e dos "peticionários" liderados pelo tenente Salsinha, que passaram a insistir também na demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri.
Quanto às Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), comandadas por Taur Matan Ruak, só há uma referência: a que prevê a hipótese de a nova polícia poder ser formada com aquilo que resta das forças armadas e de uma estrutura policial que, segundo os australianos, entrou e em colapso. O que parece ser verdade em Díli e Ermera, mas não no resto do país.
Austrália entrega à ONU justiça e polícia de Timor
A Austrália entende que o Estado timorense falhou e que as autoridades de Díli não estão em condições de recuperar o controlo do país. Pelo que deveria ser a ONU a liderar o processo de reconciliação, ajudando a credibilizar as principais funções do Estado, de forma a poderem ser convocadas eleições para Maio do próximo ano.
O que pressupõe, entre outros aspectos, que a polícia timorense pudesse ser comandada por um oficial estrangeiro, à semelhança do que sucederia com o aparelho judiciário do país. Mesmo que fosse necessário recorrer à nomeação de juízes, procuradores, defensores públicos e até oficiais de justiça internacionais.
Já quanto à estabilização, Camberra entende que as forças envolvidas nesse esforço deveriam manter-se sob comando e controlo do contingente internacional, recusando o chapéu da ONU.
É isto que resulta de um documento confidencial australiano a que o DN teve acesso - East Timor: A Future UN Mission - e que deverá servir como documento-guia para Camberra no âmbito da definição de uma nova missão da ONU para Timor-Leste.
Esse debate deverá começar na próxima terça-feira, quando o Conselho de Segurança se reunir, em Nova Iorque, para apreciar as recomendações que o secretário-geral da ONU se prepara para fazer. Sendo certo que Kofi Annan irá basear as suas opiniões no relatório que Ian Martin - o seu enviado especial a Timor-Leste - lhe fará chegar.
Isto, independentemente das consultas que vier a fazer a países como Portugal, Austrália, Malásia e Nova Zelândia (que responderam ao apelo de Díli, enviando contingentes militares e policiais), além dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Sobretudo os EUA, sobre os quais recairá grande parte dos custos de uma eventual nova missão.
É neste quadro que surge o documento australiano, que terá sido entregue às autoridades timorenses no decurso da visita que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Alexander Downer, fez recentemente a Díli.
Um exercício que tem tanto de diplomacia como de realismo, já que as autoridades de Díli terão sempre uma palavra a dizer sobre o grau de intervenção da ONU. Salvo uma situação extrema em que os principais responsáveis do país (Presidente da República, Governo e Parlamento) não se entendessem entre si.
No documento a que o DN teve acesso, a Austrália resume o essencial das suas posições a três prioridades, que, no entender de Camberra, deveriam nortear a nova missão da ONU: reconciliação política e comunitária, sistema de justiça e estrutura governativa.
No que respeita à reconciliação política, Camberra defende, por exemplo, que a nova missão deveria prever um esforço especial no domínio das relações intertimorenses, insistindo na necessidade de serem investigados os distúrbios que ocorreram em Díli, no final de Abril, e as queixas que provocaram "deserções em massa" nas forças armadas.
Por sinal, duas das principais reivindicações dos majores Alfredo Reinado, Marcos Tilman e Alves Tara e dos "peticionários" liderados pelo tenente Salsinha, que passaram a insistir também na demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri.
Quanto às Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), comandadas por Taur Matan Ruak, só há uma referência: a que prevê a hipótese de a nova polícia poder ser formada com aquilo que resta das forças armadas e de uma estrutura policial que, segundo os australianos, entrou e em colapso. O que parece ser verdade em Díli e Ermera, mas não no resto do país.
Diário de Notícias 10-06-06
“...Hoje, ao lado dos combatentes, Teixeira Pinto vai homenagear os soldados portugueses, mas também "os combatentes do outro lado": "Cada um fez aquilo que julgava ser o seu dever num determinado momento", diz.”
E eu digo; FODA-SE !
Não ponho em causa aquilo em que cada um acreditava, valentia, justeza ou suas ausências, etc, etc, mas no dia de Portugal?
Resumindo porque isto não tem assunto... FODA-SE !
“...Hoje, ao lado dos combatentes, Teixeira Pinto vai homenagear os soldados portugueses, mas também "os combatentes do outro lado": "Cada um fez aquilo que julgava ser o seu dever num determinado momento", diz.”
E eu digo; FODA-SE !
Não ponho em causa aquilo em que cada um acreditava, valentia, justeza ou suas ausências, etc, etc, mas no dia de Portugal?
Resumindo porque isto não tem assunto... FODA-SE !
9.6.06
09-06-06 Diário Económico
O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, espera que o mundial de futebol, que hoje começa, tenha efeitos positivos no espírito dos portugueses, enquanto Santos Silva, titular dos Assuntos Parlamentares, acredita mesmo que o campeonato poderá impulsionar a economia nacional. É a resposta do Governo ao líder do PSD, que pediu ao país que não esquecesse a situação económica difícil com a onda mediática do Mundial.
O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, espera que o mundial de futebol, que hoje começa, tenha efeitos positivos no espírito dos portugueses, enquanto Santos Silva, titular dos Assuntos Parlamentares, acredita mesmo que o campeonato poderá impulsionar a economia nacional. É a resposta do Governo ao líder do PSD, que pediu ao país que não esquecesse a situação económica difícil com a onda mediática do Mundial.
O merecido destaque.
...enquanto Santos Silva, titular dos Assuntos Parlamentares, acredita mesmo que o campeonato poderá impulsionar a economia nacional.
Copiado do blog – timor-verdade.blogspot.com, criado pelo jornal PUBLICO
.
“Entretanto, e num esforço de aproximação à população timorense, os militares australianos começaram hoje a distribuir um panfleto intitulado "Forças Australianas-Aqui para ajudar" .
"Juntos vamos restaurar a lei e a ordem para o futuro da tua família", lê-se no panfleto dominado, na capa e no verso, por uma foto de uma criança timorense a sorrir.
Uma fonte da TVTL disse à Lusa que o contingente militar australiano tentou ainda que a televisão pública timorense transmitisse videos sobre o papel da força da Austrália em Timor-Leste. (Fonte agência LUSA)
.
O contingente português mantém-se para já impedido de actuar "com dureza, com firmeza, de forma autónoma e sem restrições em toda a cidade de Díli", conforme o ministro José Ramos Horta disse pretender, em declarações à Lusa segunda-feira, altura em que se mostrou agastado com a inactividade dos militares australianos no controlo dos incidentes que todos os dias se vão repetindo em Díli.
.
SOS AUSTRÁLIA ESTÁ A SOFOCAR DEMOCRACIA DE TIMOR
SalvemTimor dos Australianos
Tal como este espaço escrevia na noite de ontem, eis que o evoluir da situação vem confirmar as nossas fontes. A GNR está a ser alvo desde a primeira hora de ameaças veladas das incompetentes tropas australianas. Este já é um cenário recorrente na estratégia de destruição de Timor-Leste por parte da vizinha Austrália. Em 1999 os soldados tinham ordens expressas para não afrontarem os indonésios. Com ele em Díli arderam mais de 20 edifícios fundamentais. Foi igual ao que hoje se passa.
Estamos em 2006 e os australianos estão numa política desesperada para fazer cair o primeiro ministo de Timor, de preferência até deixar que o matem. Entraram e nao deram segurança ao primeiro ministro e ao presidente do parlamento. Uma vergonha de uma premeditação.
Só baixaram as orelhas quando as FALINTIL/FDTL mostraram estar ao lado das instituições democráticas, não deixando de mostrar a sua lealdade ao Governo e ao estado. Só aí os australianos perceberam que não era bem como eles pretendiam... e mandaram então segurança aos pilares do Estado de Direito.
Foi para isso que lá entraram... mas não! O mundo sabe hoje quem é a Austrália, qual o seu papel. O mundo sabe hoje quem é a mulher australiana de Xanana Gumão. Todos sabem, em especial os que em 1999 andavam com ela em Jakarta. Todos sabemos quem são os tipos e tipas dos serviços secretos australianos que se introduzem no seio da população timorense - trajando vergonhosamente mas dormindo no Hotel turismo e no hotel timor.
A Austrália desde sempre tentou influenciar o rumo dos acontecimentos em Timor-Leste. Hoje fá-lo de forma armada.
Protegem os rebeldes contra o estado de direito. Mas a culpa será só e apenas deles? Onde está o apelo de Ramos Horta e de Xanana Gusmão para que os australianos desarmem os rebeldes? Ainda não foi ouvido...
Mas todos falam de queda e resignação de Marí Alkatiri. Mas ninguém fala de regresso à normalidade? Será que ninguém admite que as pessoas deslocadas ou refugiadas o continuam a ser por medo dos homens armados que estão em maubisse e em gleno/ermera?A comunidade internacional tem de agir e acabar com esta palhaçada.
Timor está ocupado militarmente pelos australianos, querem até alterar as leis para terem poderes. Timor-Leste está em perigo com a presença australiana.
salvem Timor-Leste dos australianos, eles são verdadeiramente os maus da fita, desde sempre!
.
Cumprir as leis Correio da Manhã 09-06-06
...“O presidente do Parlamento de Timor, Francisco Guterres ‘Lu-Olo’, afirmou que as forças internacionais têm de cumprir a legislação timorense. ‘Lu-Olo’ reagia assim ao pedido de Camberra de se procederem alterações à lei.”...
-Seria interessante saber quais leis e que alterações.
.
“Entretanto, e num esforço de aproximação à população timorense, os militares australianos começaram hoje a distribuir um panfleto intitulado "Forças Australianas-Aqui para ajudar" .
"Juntos vamos restaurar a lei e a ordem para o futuro da tua família", lê-se no panfleto dominado, na capa e no verso, por uma foto de uma criança timorense a sorrir.
Uma fonte da TVTL disse à Lusa que o contingente militar australiano tentou ainda que a televisão pública timorense transmitisse videos sobre o papel da força da Austrália em Timor-Leste. (Fonte agência LUSA)
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O contingente português mantém-se para já impedido de actuar "com dureza, com firmeza, de forma autónoma e sem restrições em toda a cidade de Díli", conforme o ministro José Ramos Horta disse pretender, em declarações à Lusa segunda-feira, altura em que se mostrou agastado com a inactividade dos militares australianos no controlo dos incidentes que todos os dias se vão repetindo em Díli.
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SOS AUSTRÁLIA ESTÁ A SOFOCAR DEMOCRACIA DE TIMOR
SalvemTimor dos Australianos
Tal como este espaço escrevia na noite de ontem, eis que o evoluir da situação vem confirmar as nossas fontes. A GNR está a ser alvo desde a primeira hora de ameaças veladas das incompetentes tropas australianas. Este já é um cenário recorrente na estratégia de destruição de Timor-Leste por parte da vizinha Austrália. Em 1999 os soldados tinham ordens expressas para não afrontarem os indonésios. Com ele em Díli arderam mais de 20 edifícios fundamentais. Foi igual ao que hoje se passa.
Estamos em 2006 e os australianos estão numa política desesperada para fazer cair o primeiro ministo de Timor, de preferência até deixar que o matem. Entraram e nao deram segurança ao primeiro ministro e ao presidente do parlamento. Uma vergonha de uma premeditação.
Só baixaram as orelhas quando as FALINTIL/FDTL mostraram estar ao lado das instituições democráticas, não deixando de mostrar a sua lealdade ao Governo e ao estado. Só aí os australianos perceberam que não era bem como eles pretendiam... e mandaram então segurança aos pilares do Estado de Direito.
Foi para isso que lá entraram... mas não! O mundo sabe hoje quem é a Austrália, qual o seu papel. O mundo sabe hoje quem é a mulher australiana de Xanana Gumão. Todos sabem, em especial os que em 1999 andavam com ela em Jakarta. Todos sabemos quem são os tipos e tipas dos serviços secretos australianos que se introduzem no seio da população timorense - trajando vergonhosamente mas dormindo no Hotel turismo e no hotel timor.
A Austrália desde sempre tentou influenciar o rumo dos acontecimentos em Timor-Leste. Hoje fá-lo de forma armada.
Protegem os rebeldes contra o estado de direito. Mas a culpa será só e apenas deles? Onde está o apelo de Ramos Horta e de Xanana Gusmão para que os australianos desarmem os rebeldes? Ainda não foi ouvido...
Mas todos falam de queda e resignação de Marí Alkatiri. Mas ninguém fala de regresso à normalidade? Será que ninguém admite que as pessoas deslocadas ou refugiadas o continuam a ser por medo dos homens armados que estão em maubisse e em gleno/ermera?A comunidade internacional tem de agir e acabar com esta palhaçada.
Timor está ocupado militarmente pelos australianos, querem até alterar as leis para terem poderes. Timor-Leste está em perigo com a presença australiana.
salvem Timor-Leste dos australianos, eles são verdadeiramente os maus da fita, desde sempre!
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Cumprir as leis Correio da Manhã 09-06-06
...“O presidente do Parlamento de Timor, Francisco Guterres ‘Lu-Olo’, afirmou que as forças internacionais têm de cumprir a legislação timorense. ‘Lu-Olo’ reagia assim ao pedido de Camberra de se procederem alterações à lei.”...
-Seria interessante saber quais leis e que alterações.
8.6.06
Correio da Manhã 06-06-06
Antes desta intervenção, o presidente timorense tinha já recebido à porta do Palácio das Cinzas, edifício-sede da Presidência, o major Alves Tara, um dos militares rebeldes envolvido na organização da manifestação anti-governamental, que entregou ao chefe de Estado uma petição a exigir a demissão do executivo chefiado por Alkatiri.
Público
Já depois de Xanana Gusmão ter regressado ao Palácio das Cinzas, o major Tara dirigiu-se aos manifestantes para afirmar que o seu objectivo de se fazerem ouvir tinha sido alcançado. "Conseguimos o nosso objectivo, que era fazer a manifestação", disse."A nossa juventude deve ter consciência política e parar com a violência em Timor-Leste", afirmou ainda.O major Tara apelou igualmente para que todos os timorenses se organizem, "de Oecussi a Tutuala", para voltarem a Díli e "pedir a demissão do primeiro-ministro". "Não somos nós que fazemos a violência, mas sim os do grupo de Alkatiri", acusou.
Correio da Manhã-07-06-06
Junto aos camiões da manifestação, os soldados australianos entregavam pequenos folhetos à população. Num deles, em tons de vermelho, lia-se, em tetum e em inglês, que as tropas australianas estão em Timor-Leste para ajudar os timorenses.
O outro, escrito a preto, com imagens de violência a que todos já se habituaram, lembra que “o futuro de Timor-Leste está a ser destruído com actos de fúria, vingança e luta”. E acrescenta: “Os actos de vingança ou represálias são crimes contra o povo timorense.” (Mas que bem. Não foi a mal será que vai a bem?)
Pergunta do Correio da Manhã ao sr Ramos Horta e a resposta.
A que se devem os confrontos Exército-Polícia?
Primeiro que tudo, a rivalidades institucionais. Depois, quando surge a crise de 28 de Abril, houve manipulação das etnias. As pessoas pouco educadas, arraigadas a superstições obscurantistas, são facilmente manipuladas. (Como ele sabe destas coisas!)
[120 ninjas vão para Timor. ( E a seguir vão os samurais!)]
Público 07 06 06 Permanência da GNR em Timor-Leste pode estar em causa.
A GNR está confinada ao seu quartel improvisado em Díli com ordens do Governo português para não sair para o terreno, devido a um bloqueio diplomático nas negociações com a Austrália sobre as cadeias de comando. A decisão foi tomada depois de um incidente a meio da tarde de hoje, quando a GNR transportava dois detidos para o novo centro de detenção temporária guardado pelas tropas australianas. Porém, os militares australianos negaram-se a receber os detidos, questionando a legitimidade da GNR para proceder às detenções.O Governo português decidiu suspender todas as negociações técnicas no terreno sobre a actuação da GNR e as formas de coordenação com outras polícias e os militares australianos. Neste momento, decorrem negociações urgentes em Nova Iorque, segundo uma fonte governamental em declarações à Lusa, que confirma estar actualmente em causa a permanência da GNR em Díli, a não ser que o Presidente timorense, Xanana Gusmão, e o Governo timorense clarifiquem a actuação da força portuguesa no quadro do acordo bilateral assinado ente Lisboa e Díli que garante à GNR autonomia operacional.
Sic
O Governo português deu ordem às forças da GNR em Timor-Leste para não saírem do quartel, em Díli. Na origem da decisão esteve um incidente ocorrido esta quarta-feira, quando a GNR transportava dois detidos para um novo centro de detenção temporária. À chegada, os militares australianos responsáveis pela vigilância do local negaram-se a receber os detidos e questionaram a legitimidade da GNR para fazer detenções. A situação levou o Governo português a suspender todas as negociações com a Austrália sobre as cadeias de comando em Timor-Leste. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), contactado pela SIC, nega que esteja em causa a permanência da GNR em Timor. Carneiro Jacinto diz que o caso está a ser tratado através dos canais diplomáticos, que incluem as Nações Unidas, o Governo e a presidência timorenses. O porta-voz do MNE diz que é necessário, de uma vez por todas, clarificar o caso para que situações "gravissímas como esta" não voltem a repetir-se.
Diário Digital 8-06-06
...No entanto, os soldados australianos recusaram-se a aceitar a entrada dos efectivos da GNR na zona, explicando que só poderiam entregar os presos se entrassem no local desarmados e sob escolta de efectivos militares australianos. A mesma fonte referiu que houve «um comentário desagradável» por parte do comando australiano, que avisou não se responsabilizar pelo que podia acontecer caso aparecessem no local efectivos da GNR armados. Este acordo limita para já a actuação da GNR aos casos em que seja chamada a intervir pelos militares australianos e neozelandeses nas zonas por estes controladas. (?)
Antes desta intervenção, o presidente timorense tinha já recebido à porta do Palácio das Cinzas, edifício-sede da Presidência, o major Alves Tara, um dos militares rebeldes envolvido na organização da manifestação anti-governamental, que entregou ao chefe de Estado uma petição a exigir a demissão do executivo chefiado por Alkatiri.
Público
Já depois de Xanana Gusmão ter regressado ao Palácio das Cinzas, o major Tara dirigiu-se aos manifestantes para afirmar que o seu objectivo de se fazerem ouvir tinha sido alcançado. "Conseguimos o nosso objectivo, que era fazer a manifestação", disse."A nossa juventude deve ter consciência política e parar com a violência em Timor-Leste", afirmou ainda.O major Tara apelou igualmente para que todos os timorenses se organizem, "de Oecussi a Tutuala", para voltarem a Díli e "pedir a demissão do primeiro-ministro". "Não somos nós que fazemos a violência, mas sim os do grupo de Alkatiri", acusou.
Correio da Manhã-07-06-06
Junto aos camiões da manifestação, os soldados australianos entregavam pequenos folhetos à população. Num deles, em tons de vermelho, lia-se, em tetum e em inglês, que as tropas australianas estão em Timor-Leste para ajudar os timorenses.
O outro, escrito a preto, com imagens de violência a que todos já se habituaram, lembra que “o futuro de Timor-Leste está a ser destruído com actos de fúria, vingança e luta”. E acrescenta: “Os actos de vingança ou represálias são crimes contra o povo timorense.” (Mas que bem. Não foi a mal será que vai a bem?)
Pergunta do Correio da Manhã ao sr Ramos Horta e a resposta.
A que se devem os confrontos Exército-Polícia?
Primeiro que tudo, a rivalidades institucionais. Depois, quando surge a crise de 28 de Abril, houve manipulação das etnias. As pessoas pouco educadas, arraigadas a superstições obscurantistas, são facilmente manipuladas. (Como ele sabe destas coisas!)
[120 ninjas vão para Timor. ( E a seguir vão os samurais!)]
Público 07 06 06 Permanência da GNR em Timor-Leste pode estar em causa.
A GNR está confinada ao seu quartel improvisado em Díli com ordens do Governo português para não sair para o terreno, devido a um bloqueio diplomático nas negociações com a Austrália sobre as cadeias de comando. A decisão foi tomada depois de um incidente a meio da tarde de hoje, quando a GNR transportava dois detidos para o novo centro de detenção temporária guardado pelas tropas australianas. Porém, os militares australianos negaram-se a receber os detidos, questionando a legitimidade da GNR para proceder às detenções.O Governo português decidiu suspender todas as negociações técnicas no terreno sobre a actuação da GNR e as formas de coordenação com outras polícias e os militares australianos. Neste momento, decorrem negociações urgentes em Nova Iorque, segundo uma fonte governamental em declarações à Lusa, que confirma estar actualmente em causa a permanência da GNR em Díli, a não ser que o Presidente timorense, Xanana Gusmão, e o Governo timorense clarifiquem a actuação da força portuguesa no quadro do acordo bilateral assinado ente Lisboa e Díli que garante à GNR autonomia operacional.
Sic
O Governo português deu ordem às forças da GNR em Timor-Leste para não saírem do quartel, em Díli. Na origem da decisão esteve um incidente ocorrido esta quarta-feira, quando a GNR transportava dois detidos para um novo centro de detenção temporária. À chegada, os militares australianos responsáveis pela vigilância do local negaram-se a receber os detidos e questionaram a legitimidade da GNR para fazer detenções. A situação levou o Governo português a suspender todas as negociações com a Austrália sobre as cadeias de comando em Timor-Leste. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), contactado pela SIC, nega que esteja em causa a permanência da GNR em Timor. Carneiro Jacinto diz que o caso está a ser tratado através dos canais diplomáticos, que incluem as Nações Unidas, o Governo e a presidência timorenses. O porta-voz do MNE diz que é necessário, de uma vez por todas, clarificar o caso para que situações "gravissímas como esta" não voltem a repetir-se.
Diário Digital 8-06-06
...No entanto, os soldados australianos recusaram-se a aceitar a entrada dos efectivos da GNR na zona, explicando que só poderiam entregar os presos se entrassem no local desarmados e sob escolta de efectivos militares australianos. A mesma fonte referiu que houve «um comentário desagradável» por parte do comando australiano, que avisou não se responsabilizar pelo que podia acontecer caso aparecessem no local efectivos da GNR armados. Este acordo limita para já a actuação da GNR aos casos em que seja chamada a intervir pelos militares australianos e neozelandeses nas zonas por estes controladas. (?)
6.6.06
Correio da Manhã 06-06-06
Antes desta intervenção, o presidente timorense tinha já recebido à porta do Palácio das Cinzas, edifício-sede da Presidência, o major Alves Tara, um dos militares rebeldes envolvido na organização da manifestação anti-governamental, que entregou ao chefe de Estado uma petição a exigir a demissão do executivo chefiado por Alkatiri.Públoco
Já depois de Xanana Gusmão ter regressado ao Palácio das Cinzas, o major Tara dirigiu-se aos manifestantes para afirmar que o seu objectivo de se fazerem ouvir tinha sido alcançado. "Conseguimos o nosso objectivo, que era fazer a manifestação", disse."A nossa juventude deve ter consciência política e parar com a violência em Timor-Leste", afirmou ainda.O major Tara apelou igualmente para que todos os timorenses se organizem, "de Oecussi a Tutuala", para voltarem a Díli e "pedir a demissão do primeiro-ministro". "Não somos nós que fazemos a violência, mas sim os do grupo de Alkatiri", acusou.
Expresso
«Não tenho notícia de detenções», confessa o primeiro-ministro, Mari Alkatiri. «E se as forças que estão no terreno não as fazem, dificilmente poderemos investigar o que se passa. O que sei é que não são jovens a agir sozinhos. Saem para a rua com 'walkie-talkies' para contactarem um determinado comando».
«O que começou por ser uma situação artificial passou a ser uma situação real, porque as pessoas, sobretudo os jovens, acreditaram nas histórias que ouviram e quiseram comprar uma guerra», comentava um missionário evangélico brasileiro, José Ricardo.
3.6.06
A Holanda a tornar-se num caixote do lixo.
30-05-2006 16:27:53 Diário Digital
Holanda: criado partido que defende pedofilia e pornografia.
O primeiro partido declaradamente pedófilo foi criado hoje na Holanda, o NVD (Amor ao próximo, Liberdade e Diversidade), o qual tem como objectivo permitir a pornografia infantil e as relações sexuais entre adultos e crianças. «Educar as crianças significa também acostumá-las ao sexo. Proibir deixa as crianças mais curiosas», afirmou Ad van den Berg, 62, fundador do partido, em entrevista ao jornal holandês Algemeen Dagblad.
Van den Berg considerou que a imagem dos pedófilos foi desonrada pelo escândalo do assassino de crianças belga Marc Dutroux, mas destacou que a criação deste partido político pode inverter aquele quadro.
Além da pornografia infantil, o programa do NVD propõe a extinção do Senado e das funções do primeiro-ministro, a legalização de todas as drogas, leves e pesadas, e a prisão perpétua para assassinos reincidentes. No respectivo site na Internet, o partido afirma que qualquer pessoa que tiver completado 16 anos deveria poder interpretar filmes pornográficos e que a maioridade sexual deveria ser diminuída para os 12 anos.
Daqui e dali
Portugal Diário
A Assembleia da República prevê gastar 761 mil euros em subsídios de reintegração até ao final de 2006... um acréscimo de 153 por cento face à primeira versão do Orçamento. Alguém falou em crise?
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“A direcção do Grupo Parlamentar do PSD demarcou-se hoje da autoria e da responsabilidade pela apresentação de um projecto de resolução no Parlamento para instituir o dia 06 de Junho como o «Dia Nacional do Cão»”.
Proponho o dia do Tótó e do... e o dia do jornaleiro, pela importância da notícia.
“...justifica a iniciativa por o cão ser um animal que vive junto do Homem desde a pré-história.”
Abaixo a desciminação. Já!
“...justifica a iniciativa por o cão ser um animal que vive junto do Homem desde a pré-história.”
Abaixo a desciminação. Já!
E o dia do piolho, da pulga e do chato? Tambem vivem junto do homem desde a pré-história! Bem mais juntinhos... diria mesmo, bem agarradinhos!
E digo mais, esta notícia só é notícia porque eu e mais algumas pessoas não temos nada para fazer.
E se fôssemos todos catar piolhos?
E... se... propusesse-mos... o... dia... nacional... do C A T A N Ç O ? ...
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Do jornal Folha online
“O diretor da missão da ONU no Timor, Sukehiro Hasegawa, mostrou-se indignado pela possibilidade de que soldados do Exército tenham atirado contra os policiais ontem, deixando 12 mortos e 20 feridos --entre eles dois funcionários da ONU.
Pergunta. O que estavam os funcionários da ONU a fazer no meio do conflito?
As tropas australianas já foram mobilizadas em lugares estratégicos em torno da capital para deslocar as facções rebeldes para fora do centro de Dili.
Do jornal Folha online
“O diretor da missão da ONU no Timor, Sukehiro Hasegawa, mostrou-se indignado pela possibilidade de que soldados do Exército tenham atirado contra os policiais ontem, deixando 12 mortos e 20 feridos --entre eles dois funcionários da ONU.
Pergunta. O que estavam os funcionários da ONU a fazer no meio do conflito?
As tropas australianas já foram mobilizadas em lugares estratégicos em torno da capital para deslocar as facções rebeldes para fora do centro de Dili.
Deslocar as facções rebeldes para fora do centro de Dili?
Mais um exemplo da vergonhosa deseducação em Portugal.
Correio de Manhã-03-06-06
O Ministério da Educação permite a existência de redes que a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) classifica de “publicidade enganosa” e “venda compulsiva” nas escolas.
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...“Estamos a falar de crianças do 1º Ciclo, entre os seis e os dez anos, que encontram no professor um elemento de confiança” ...
...O representante dos pais conta que o método de venda consiste na demonstração, feita pelo professor, em plena sala de aula, dos conteúdos da revista. No final, o docente entrega um exemplar a cada aluno da turma, explicando que a sua assinatura por um ano (o que inclui dez números da revista) tem um custo de 30 euros. ...
...“a criança chega a casa muito entusiasmada com a revista, pelo que se torna extremamente difícil para os pais levar o seu filho a compreender que esse entusiasmo resulta de uma campanha de publicidade muito persuasiva”. ...
...“caso os pais da criança optem por não comprar a revista, o menor terá de devolvê- -la”. “Este gesto representa um efeito de perda para a criança de uma revista cujas imagens são extremamente apelativas” ...
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...“Enoque Pinto, director comercial da revista editada pela Publicadora Servir, diz que a divulgação é feita com autorização dos agrupamento de escolas”. E acrescenta que os professores “não recebem qualquer remuneração”: “Os professores aceitam fazer a divulgação porque entendem que a revista, que este ano completa 20 anos, tem um conteúdo didáctico”...
. .“A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) condena a venda compulsiva encoberta num quadro grave ao nível da coacção” O mesmo responsável, coordenador dos professores do 1.º Ciclo, precisou que não tem elementos que lhe permitam confirmar a presença de professores na venda de ‘Nosso Amiguinho’, nem se a forma de divulgação desta revista se pode enquadrar como venda compulsiva encoberta. ...
...O CM tentou, sem êxito, obter junto do Ministério da Educação um esclarecimento ...Também a Direcção Regional de Educação de Lisboa se mostrou indisponível ...
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CÓDIGO DA PUBLICIDADE INDICA RESTRIÇÕES
...“Estamos a falar de crianças do 1º Ciclo, entre os seis e os dez anos, que encontram no professor um elemento de confiança” ...
...O representante dos pais conta que o método de venda consiste na demonstração, feita pelo professor, em plena sala de aula, dos conteúdos da revista. No final, o docente entrega um exemplar a cada aluno da turma, explicando que a sua assinatura por um ano (o que inclui dez números da revista) tem um custo de 30 euros. ...
...“a criança chega a casa muito entusiasmada com a revista, pelo que se torna extremamente difícil para os pais levar o seu filho a compreender que esse entusiasmo resulta de uma campanha de publicidade muito persuasiva”. ...
...“caso os pais da criança optem por não comprar a revista, o menor terá de devolvê- -la”. “Este gesto representa um efeito de perda para a criança de uma revista cujas imagens são extremamente apelativas” ...
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...“Enoque Pinto, director comercial da revista editada pela Publicadora Servir, diz que a divulgação é feita com autorização dos agrupamento de escolas”. E acrescenta que os professores “não recebem qualquer remuneração”: “Os professores aceitam fazer a divulgação porque entendem que a revista, que este ano completa 20 anos, tem um conteúdo didáctico”...
. .“A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) condena a venda compulsiva encoberta num quadro grave ao nível da coacção” O mesmo responsável, coordenador dos professores do 1.º Ciclo, precisou que não tem elementos que lhe permitam confirmar a presença de professores na venda de ‘Nosso Amiguinho’, nem se a forma de divulgação desta revista se pode enquadrar como venda compulsiva encoberta. ...
...O CM tentou, sem êxito, obter junto do Ministério da Educação um esclarecimento ...Também a Direcção Regional de Educação de Lisboa se mostrou indisponível ...
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CÓDIGO DA PUBLICIDADE INDICA RESTRIÇÕES
Os professores podem participar em acções de publicidade dirigida a crianças?
Não. O artigo 14.º diz: “A publicidade dirigida a menores deve ter em conta a sua vulnerabilidade psicológica, abstendo-se de explorar a confiança especial que os menores depositam nos pais, tutores e professores.”
Numa campanha de divulgação, uma criança pode comprar um produto?
Não. Tal é proibido pelo artigo 14.º do Código da Publicidade. “A publicidade não pode incitar directamente os menores, explorando a sua inexperiência ou credulidade, a adquirir um determinado bem ou serviço.”
As crianças podem ser sujeitas, nas escolas, a campanhas para posterior venda de produtos?
Podem. O artigo 20.º do Código de Publicidade permite-o. Só é proibida a publicidade em relação a bebidas alcoólicas, tabaco ou qualquer tipo de material pornográfico.
24.5.06
“A Autoridade da Concorrência vai criar uma espécie de via rápida para as operações de concentração. A medida, que tem como objectivo acelerar processos de fusão e aquisição de empresas, vai ser anunciada amanhã pelo presidente da Autoridade da Concorrência, Abel Mateus,...”
Expresso 24-05-06
A autoridade da concorrência quer menos concorrência? Quer monopólios?
Expresso 24-05-06
A autoridade da concorrência quer menos concorrência? Quer monopólios?
22.5.06
Segundo parece gastou-se 56 milhões de euros nas campanhas autárquicas de 2005.
Sendo Portugal um país pobre é no mínimo um absurdo, porque os benefícios que advêm deste “investimento” são muito baixos (a história assim o prova, à volta de 76 autarcas se não me engano a braços com os tribunais, para não falar de outras coisas).
Fico com forte impressão que a única coisa que estes gastos (desperdícios) favorecem é o alterne democrático.
Sendo Portugal um país pobre é no mínimo um absurdo, porque os benefícios que advêm deste “investimento” são muito baixos (a história assim o prova, à volta de 76 autarcas se não me engano a braços com os tribunais, para não falar de outras coisas).
Fico com forte impressão que a única coisa que estes gastos (desperdícios) favorecem é o alterne democrático.
15.5.06
A propósito das declarações do Presidente iraniano, Mahmud Ahmadineyad, que garante que Israel «vai desaparecer um dia», e desta reportagem;
Ao longo da história muitos países deixaram de existir e muitos outros apareceram.
Veja-se o caso actual de Portugal que tem para aí um ministro, o sr Iberista Bacoco Confesso, que anda a ver se prepara o terreno para que este país, democráticamente, deixe de existir como nação. Claro que estes trabalhinhos traiçoeiros não são solitários, e, se o sr Primeiro ministro não o demitir, estará a ajudá-lo. Mas, não foi também para isso que ele foi eleito?
Veja-se o caso actual de Portugal que tem para aí um ministro, o sr Iberista Bacoco Confesso, que anda a ver se prepara o terreno para que este país, democráticamente, deixe de existir como nação. Claro que estes trabalhinhos traiçoeiros não são solitários, e, se o sr Primeiro ministro não o demitir, estará a ajudá-lo. Mas, não foi também para isso que ele foi eleito?
3.5.06
Funcionários públicos
...Outra das disposições aprovadas diz respeito às faltas, passando a ser considerada "falta ao plenário" qualquer ausência de um deputado no período de votações. Em relação aos deputados que invocam "trabalho político" para faltarem ao plenário ou às votações, terão de passar a concretizar que trabalho político foi esse. Os deputados que não o fizerem irão ser substituídos nessa tarefa pela sua liderança de grupo parlamentar, que assim se irá colocar no papel de validar ou não o "trabalho político". ... D.N. 03-05-06
-Quando os chavalos se portam mal têm de passar por estas vergonhas, para ver se ganham dignidade, respeito, responsabilidade, etc.
-Claro que isto é só para Inglês ver, não há compincha que não aceite a justificação.
...Outra das disposições aprovadas diz respeito às faltas, passando a ser considerada "falta ao plenário" qualquer ausência de um deputado no período de votações. Em relação aos deputados que invocam "trabalho político" para faltarem ao plenário ou às votações, terão de passar a concretizar que trabalho político foi esse. Os deputados que não o fizerem irão ser substituídos nessa tarefa pela sua liderança de grupo parlamentar, que assim se irá colocar no papel de validar ou não o "trabalho político". ... D.N. 03-05-06
-Quando os chavalos se portam mal têm de passar por estas vergonhas, para ver se ganham dignidade, respeito, responsabilidade, etc.
-Claro que isto é só para Inglês ver, não há compincha que não aceite a justificação.
1.5.06
A comédia do Estado bisbilhoteiro
João César das Neves
Professor universitário
O nosso tempo pode ser muito cómico, até no meio das dificuldades. Portugal está em crise e boa parte dela vem do Estado. Há problemas gravíssimos na saúde, educação, justiça, finanças. As causas são variadas, mas uma razão é paradoxal: o sector público não faz o que é da sua conta porque anda a fazer o que é da nossa.
Pagamos uma fortuna todos os anos ao Sistema Nacional de Saúde para tratar as doenças, dar consultas, cuidar enfermos; ele não faz isso bem, mas ocupa-se a proibir o fumo. Nós dedicamos muito dinheiro às forças de segurança para prenderem os ladrões e protegerem os cidadãos; em vez disso andam a discutir umas décimas no grau de alcoolemia. Nós esbanjamos milhões no Ministério da Educação para ensinar os miúdos a ler, escrever e contar; em vez disso, dedica-se a congeminar educação sexual. O Ministério das Finanças arruína o País com os seus gastos, mas anda muito preocupado com o sobreendividamento das famílias.
Há umas décadas, quem tratava destes assuntos - tabaco, vinho, sexo, poupanças - eram as tias velhas e beatas. Sendo assuntos do foro pessoal, só algumas bisbilhoteiras se atreviam a comentá-los. Nessa altura, sem pachorra para aturar os ralhetes gongóricos, repudiaram-se as abelhudas moralistas. Passou a viver-se de forma desinibida e emancipada, participando numa sociedade livre e tolerante, que respeitava o indivíduo. Esta foi a grande vitória cultural de meados do século passado.
Rodaram os anos e as coisas regressaram à caricatura do que tinham sido. Agora entregámos os mesmos assuntos, que continuam do foro privado, aos burocratas, polícias, cientistas, fiscais. Já não temos de ouvir sermões edificantes ou censuras enfatuadas, mas somos forçados a suportar inspecções policiais, pagar multas, cumprir regulamentos incompreensíveis, aturar supostos especialistas e estudar manuais escolares sobre esses temas. E chamamos à nossa uma sociedade livre e sem tabus, avançada e descomplexada.
A verdade é que vivemos um moralismo legal mais asfixiante e petulante que qualquer teocracia da Antiguidade. Os decretos ministeriais metem o nariz em tudo, do brinde do bolo-rei aos galheteiros nos restaurantes, dos coletes retrorreflectores nos carros aos locais de piquenique. Os menores detalhes da vida privada estão estatuídos em leis, códigos, despachos. A grande parte dos debates políticos da sociedade actual ocupa-se, não de problemas públicos, mas da vida íntima. Num tempo que se julga livre de dogmas e censuras, o grande tema de partidos, deputados, portarias são os hábitos e costumes, o conforto e intimidade, os valores e opções. Não há paralelo na História para esta ditadura moral, nem sequer na república florentina de Girolamo Savonarola. Chegámos ao paroxismo de governos, baseados em maiorias ocasionais, se acharem com direito a redefinir conceitos milenares, como casamento e família, vida e morte.
Como foi possível esta evolução? Como se entende que os ideólogos da sociedade aberta estejam a repetir, em pior, a atitude que mais repudiam? Há várias justificações para este paradoxo. A primeira vem do facto de, enquanto as velhas beatas estavam interessadas no bem--estar daqueles a quem ralhavam, hoje o Estado diz preocupar-se com terceiros. O motivo da lei não é a limitação da liberdade individual, mas os fumadores passivos, os acidentes rodoviários, a gravidez indesejada, o ambiente poluído, o desequilíbrio financeiro nacional.
Isso quer dizer que numa sociedade aberta é possível ser moralista e constranger as pessoas se a preocupação for com outros. A falácia está precisamente aí. A lei proíbe o fumo, mesmo se os fumadores passivos não se incomodarem ou sequer lá estiverem. O planeamento familiar e educação sexual podem impor um comportamento moral, se for sob capa de resultado científico. Há um outro elemento curioso. O moralismo estatal de hoje julga-se progressivo porque defende o contrário do que diziam as antigas beatas. O que elas repudiavam é hoje recomendado, enquanto se proíbe aquilo que toleravam. O nosso Governo moralista facilita o divórcio e pornografia, protege os toxicodependentes e endividados. O que ele reprime violentamente é o copito a mais ao jantar, um bom charuto no bar, o lixo nas matas, o sexo sem preservativo. Isso é que são atitudes infames, inaceitáveis, que o nosso tempo tolerante não pode tolerar.Uma coisa é evidente: as gerações futuras vão-se fartar de rir de nós.
D.N.
João César das Neves
Professor universitário
O nosso tempo pode ser muito cómico, até no meio das dificuldades. Portugal está em crise e boa parte dela vem do Estado. Há problemas gravíssimos na saúde, educação, justiça, finanças. As causas são variadas, mas uma razão é paradoxal: o sector público não faz o que é da sua conta porque anda a fazer o que é da nossa.
Pagamos uma fortuna todos os anos ao Sistema Nacional de Saúde para tratar as doenças, dar consultas, cuidar enfermos; ele não faz isso bem, mas ocupa-se a proibir o fumo. Nós dedicamos muito dinheiro às forças de segurança para prenderem os ladrões e protegerem os cidadãos; em vez disso andam a discutir umas décimas no grau de alcoolemia. Nós esbanjamos milhões no Ministério da Educação para ensinar os miúdos a ler, escrever e contar; em vez disso, dedica-se a congeminar educação sexual. O Ministério das Finanças arruína o País com os seus gastos, mas anda muito preocupado com o sobreendividamento das famílias.
Há umas décadas, quem tratava destes assuntos - tabaco, vinho, sexo, poupanças - eram as tias velhas e beatas. Sendo assuntos do foro pessoal, só algumas bisbilhoteiras se atreviam a comentá-los. Nessa altura, sem pachorra para aturar os ralhetes gongóricos, repudiaram-se as abelhudas moralistas. Passou a viver-se de forma desinibida e emancipada, participando numa sociedade livre e tolerante, que respeitava o indivíduo. Esta foi a grande vitória cultural de meados do século passado.
Rodaram os anos e as coisas regressaram à caricatura do que tinham sido. Agora entregámos os mesmos assuntos, que continuam do foro privado, aos burocratas, polícias, cientistas, fiscais. Já não temos de ouvir sermões edificantes ou censuras enfatuadas, mas somos forçados a suportar inspecções policiais, pagar multas, cumprir regulamentos incompreensíveis, aturar supostos especialistas e estudar manuais escolares sobre esses temas. E chamamos à nossa uma sociedade livre e sem tabus, avançada e descomplexada.
A verdade é que vivemos um moralismo legal mais asfixiante e petulante que qualquer teocracia da Antiguidade. Os decretos ministeriais metem o nariz em tudo, do brinde do bolo-rei aos galheteiros nos restaurantes, dos coletes retrorreflectores nos carros aos locais de piquenique. Os menores detalhes da vida privada estão estatuídos em leis, códigos, despachos. A grande parte dos debates políticos da sociedade actual ocupa-se, não de problemas públicos, mas da vida íntima. Num tempo que se julga livre de dogmas e censuras, o grande tema de partidos, deputados, portarias são os hábitos e costumes, o conforto e intimidade, os valores e opções. Não há paralelo na História para esta ditadura moral, nem sequer na república florentina de Girolamo Savonarola. Chegámos ao paroxismo de governos, baseados em maiorias ocasionais, se acharem com direito a redefinir conceitos milenares, como casamento e família, vida e morte.
Como foi possível esta evolução? Como se entende que os ideólogos da sociedade aberta estejam a repetir, em pior, a atitude que mais repudiam? Há várias justificações para este paradoxo. A primeira vem do facto de, enquanto as velhas beatas estavam interessadas no bem--estar daqueles a quem ralhavam, hoje o Estado diz preocupar-se com terceiros. O motivo da lei não é a limitação da liberdade individual, mas os fumadores passivos, os acidentes rodoviários, a gravidez indesejada, o ambiente poluído, o desequilíbrio financeiro nacional.
Isso quer dizer que numa sociedade aberta é possível ser moralista e constranger as pessoas se a preocupação for com outros. A falácia está precisamente aí. A lei proíbe o fumo, mesmo se os fumadores passivos não se incomodarem ou sequer lá estiverem. O planeamento familiar e educação sexual podem impor um comportamento moral, se for sob capa de resultado científico. Há um outro elemento curioso. O moralismo estatal de hoje julga-se progressivo porque defende o contrário do que diziam as antigas beatas. O que elas repudiavam é hoje recomendado, enquanto se proíbe aquilo que toleravam. O nosso Governo moralista facilita o divórcio e pornografia, protege os toxicodependentes e endividados. O que ele reprime violentamente é o copito a mais ao jantar, um bom charuto no bar, o lixo nas matas, o sexo sem preservativo. Isso é que são atitudes infames, inaceitáveis, que o nosso tempo tolerante não pode tolerar.Uma coisa é evidente: as gerações futuras vão-se fartar de rir de nós.
D.N.
29.4.06
Operação FuracãoMinistério Público denunciou 6 instituições financeiras por fraude fiscal
O Departamento Central de Investigação e de Acção Penal (DCIAP) denunciou ao Banco de Portugal quatro bancos e duas sociedades financeiras por irregularidades ligadas à utilização de paraísos fiscais.
Segundo noticia hoje o jornal Público, numa operação denominada Furacão, os investigadores obtiveram indícios relativos a procedimentos suspeitos por parte das instituições, ligadas à transferência para paraísos fiscais de «centenas de milhões de euros».
O jornal adianta que o montante real só será «cabalmente definido quando terminarem as investigações» e não identifica as instituições financeiras envolvidas.
Fonte oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) assegurou ao Público o «carácter de urgência» destas investigações, consideradas «prioritárias».
O Banco de Portugal, instituição supervisora do sistema financeiro, deverá agora abrir um processo contra-ordenacional para apurar a licitude dos procedimentos adoptados pelas seis entidades.
O diário acrescenta que as instalações das seis instituições financeiras e o domicílio de administradores e altos funcionários bancários foram alvo de buscas.
Segundo o jornal Público, a operação Furacão já motivou a constituição de seis arguidos.
11:45 22 Abril 2006
Posteriormente já alguém da banca veio “lembrar”, que a banca é um sector importantíssimo
para a economia, e que não deve ser desprestigiado “recado dado, de quem manda?”
21.4.06
O país que não merece ser desenvolvido
Por João César das Neves
Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem. Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português. Havia até agora no mundo países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam. Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Alias, tem mesmo um só elemento: Portugal. A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinham também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso. Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido - O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses".Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas. Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento. Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido. Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação. Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhante às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omnipresente e bloqueante. É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma: Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento. Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto: "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe. Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho. "A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português. "No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável." O texto termina dizendo:
Por João César das Neves
Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem. Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português. Havia até agora no mundo países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam. Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Alias, tem mesmo um só elemento: Portugal. A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinham também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso. Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido - O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses".Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas. Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento. Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido. Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação. Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhante às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omnipresente e bloqueante. É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma: Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento. Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto: "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe. Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho. "A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português. "No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável." O texto termina dizendo:
"O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?".
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